Após integrar a comitiva que na semana passada foi ao Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, para defender a manutenção do trecho integral da Ferrovia Oeste-Leste na Bahia, a deputada Ivana Bastos (PSD) assegurou ontem que não haverá mudanças no empreendimento. “O ministro Augusto Sherman, relator da obra da Fiol no TCU, afirmou aos presentes que houve uma má interpretação das propostas feitas pelo Corte”, explicou a presidente da Comissão Especial da Fiol na Assembleia, na sessão do colegiado realizada na manhã de ontem.
De acordo com Ivana, o ministro explicou que o TCU apenas sugeriu maiores estudos de viabilidade financeira para o trecho da Fiol que vai de Caetité até Barreiras, e em nenhum momento propôs que esse trecho seja cortado do empreendimento, como foi noticiado pelos meios de comunicação. “Ele ainda assegurou que não há nenhum impedimento legal para que a obra da ferrovia continue”, acrescentou a parlamentar.
A comitiva que acompanhou o governador Rui Costa na visita ao TCU reuniu cerca de 50 pessoas, entre elas o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PDT), os senadores Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB), além de deputados federais, secretários e técnicos do estado. No órgão, eles foram recebidos pelo presidente do TCU, Aroldo Cedraz e outros ministros da corte. Ao defender a manutenção da linha integral da ferrovia, Rui lembrou que “não cabe ao TCU questionar o traçado da Fiol”.
Na sessão de ontem, os integrantes da comissão da Fiol na Assembleia se mostraram indignados com a sugestão atribuída ao ministro Augusto Sherman da redução da malha ferroviária. O deputado Eduardo Salles (PP) argumentou que a Fiol é uma obra fundamental para a Bahia e que se o traçado da ferrovia fosse reduzido toda produção de grãos do oeste baiano seria prejudicada.
O deputado Zé Raimundo (PT) lembrou que uma notícia como essa acaba afugentando os investidores estrangeiros. “Os investidores podem dar um passo atrás ao tomar conhecimento de uma declaração irresponsável como essa”, reforçou o deputado Pablo Barrozo (DEM). No final da sessão de ontem, os deputados acertaram que vão aguardar até a próxima semana uma retração oficial do TCU. Caso isso não aconteça, a comissão vai manifestar sua insatisfação através de um documento oficial.
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