Completando 110 anos na Bahia, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi homenageada ontem em sessão especial na Assembleia Legislativa por iniciativa do deputado Aderbal Caldas (PP). Com 172 mil seguidores na Bahia, 1,5 milhão no Brasil e 2,4 milhões na América do Sul, a Igreja está em franca ascensão, informa o presidente para Bahia e Sergipe, pastor Geovani Queiroz. Em Salvador e Região Metropolitana há 415 templos, número que salta para 2.075 no Estado. “Estamos presentes em todos os municípios de Sergipe e das 417 cidades baianas faltam apenas 50”, adianta Queiroz.
Tendo por foco a compaixão (baseada no amor a Deus e ao próximo) e como consequência o serviço, como informa José Wilson, presidente para Salvador e RMS, a Igreja Adventista tem forte presença no meio educacional, com escolas abertas a qualquer um e, em Salvador, também com a Faculdade da Bahia, hoje com três mil alunos e 10 cursos de graduação. Atuando “forte” entre os jovens, que somam 67% dos seguidores, os adventistas investem neste segmento com uma série de atividades e grupos, como o Clube dos Desbravadores, espécie de escoteiros evangélicos, e o grupo de universitários adventistas.
ESTUDO
Eles, como os demais adeptos da religião, são incentivados a “fazer da primeira hora do dia um momento de comunhão com Deus”. Estudo da Bíblia e oração fazem parte deste momento, informa Eber Liessi, secretário Executivo para a Bahia e Sergipe, estados que ostentam 2.430 templos. Número que ainda vai crescer, adianta Geovani Queiroz, que pretende inaugurar mais 500 igrejas nestes dois estados até 2018. Culto divino, oração e louvor compõem os compromissos dos adventistas, que têm atividades durante sete dias da semana e guardam os sábados como dia santo.
Para o deputado Aderbal Caldas, autor da proposta da sessão especial, a homenagem se deu “por afinidade”. Criança ainda, conta, lá no povoado D. Maria, em Olindina, ele foi positivamente impactado pelas palavras e vida de um adventista, André Pereira Souza, “um homem santo”. Cresceu admirando a religião e seu “trabalho social”. Nada mais justo”, portanto, que homenagear a Igreja no momento em que ela completa 110 anos entre nós”. O pastor Geovani Queiroz recebeu com “alegria” a homenagem, atribuindo ao “Estado, às autoridades e ao povo” baiano grande contribuição ao crescimento da religião aqui.
CRESCIMENTO
Os adventistas do sétimo dia já são mais de 17 milhões de membros no mundo e surgiram em 1863 nos Estados Unidos. A Igreja é estruturada em divisões e a da América do Sul, fundada em 1916 e com sede em Brasília, engloba Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. No Brasil, os adventistas chegaram em junho de 1896, quando fundaram a primeira igreja no distrito de Gaspar Alto, em Santa Catarina.
Segundo as informações oficiais, “no mundo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é administrada por meio de 13 divisões. Todas estão ligadas à sede mundial localizada em Silver Spring, Maryland, nos Estados Unidos. A coordenação mundial está sob a responsabilidade da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia que, a cada cinco anos, realiza uma assembleia para nomeação de líderes e votação de documentos oficiais”.
Os adventistas “consideram toda a Bíblia Sagrada como segura e única regra de fé e esperança. Suas doutrinas, portanto, seguem integralmente os ensinamentos bíblicos e nela estão fundamentados”. Para eles, “Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade”. Os adventistas creem na Bíblia e para eles, “as Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História”.
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