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Audiência discute combate ao AVC

Publicado em: 04/11/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento, idealizado por José de Arimateia, serviu também para marcar o lançamento na Bahia do aplicativo AVC Brasil, desenvolvido pela Rede Brasil AVC
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Foi lançado ontem, dia 29, em todas as capitais e no Distrito Federal, o aplicativo AVC Brasil, desenvolvido pela Rede Brasil AVC. Na Bahia, o lançamento aconteceu na Assembleia Legislativa em conjunto com a audiência pública Rede AVC na Bahia, proposta pelo vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa, José de Arimateia (PRB).

Os eventos foram realizados para marcar a passagem do Dia Mundial de Combate ao AVC, que foi comemorado ontem, e teve uma agenda informativa e preventiva sobre a doença na capital baiana e mais 188 municípios no interior. 

Durante a reunião, o presidente da AL, deputado Marcelo Nilo, aproveitou para reafirmar a necessidade da aprovação pela Câmara dos Deputados da CPMF. Ele lembrou que este imposto foi criado no governo FHC e extinto no governo Lula, e que era um tributo voltado diretamente para a área de saúde. “Ou o Congresso Nacional começa a pensar na sociedade ou vai acabar com a saúde do Brasil”, declarou Nilo. “Este é o único imposto que rico e pobre pagam e o dinheiro é direcionado para os mais carentes, já que os ricos têm plano de saúde”. 

O presidente aproveitou para parabenizar Arimateia e elogiou o lançamento do aplicativo. “Em momentos de crise, é importante oportunidades que usam poucos recursos e tecnologias avançadas para prevenir doenças graves”.

O aplicativo, que poderá ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais dos sistemas Android e IOS, vai oferecer ao usuário a identificação do AVC, mostrando os principais sintomas da doença; locais de atendimento com um filtro de endereço por geolocalização, apontando o local mais próximo para atendimento e dicas para uma vida mais saudável. Se o dono do aparelho sofrer o acidente, um amigo cadastrado previamente ou um serviço de táxi poderá ligar diretamente, através do aplicativo, para o Samu. 

O deputado José de Arimateia recordou as audiências públicas já realizadas na Assembleia Legislativa e como alguma delas cai no esquecimento logo depois da data comemorativa. Ele celebrou que, com o aplicativo, os usuários não lembrarão da data apenas na semana em que se alerta sobre o combate. “Com o aplicativo no celular, os cidadãos terão contato com informações sobre a doença diariamente”. 

Para Arimateia, a luta em favor da melhoria da saúde pública precisa ser constante. “A tecnologia se revela uma grande aliada na nossa busca pelos avanços em direção à saúde e bem-estar da população baiana, principalmente quando é utilizada em benefício de quem sofre ou pode sofrer as consequências do AVC. A prevenção é sempre o melhor remédio e estou imensamente satisfeito por poder entregar esse aplicativo nas mãos dos baianos”, disse o parlamentar. 

ATENDIMENTO

De acordo com o representante da Rede AVC Bahia e coordenador da Unidade de AVC do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Pedro Antonio Pereira, o atendimento rápido e adequado é fator determinante, pois evita que o cérebro fique exposto a maiores danos e representa toda a diferença entre viver ou morrer. E, segundo Aroldo Bacellar, representante do secretário estadual de saúde, o objetivo do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado é reduzir o impacto do AVC. Para ele, é importante que o Poder Legislativo reconheça a luta e ajude na disseminação de informações para a prevenção da doença.

Classificada como uma das principais causas de mortes no mundo pela Organização Mundial de Saúde, o AVC mata um brasileiro a cada cinco minutos, de acordo com a Academia Brasileira de Neurologia, somando mais de cem mil óbitos anualmente. Dados da Coordenação da Unidade de AVC do Hospital Geral Roberto Santos revelam um número de cinco mil mortes por ano, apenas na Bahia, em decorrência da doença. 

“A cada 6 segundos morre uma pessoa devido ao AVC. A cada outro segundo uma pessoa tem AVC, independentemente da idade e sexo. 15 milhões de pessoas têm AVC a cada ano; 6 milhões delas não sobrevivem. Cerca de 30 milhões de pessoas já tiveram um AVC, a maioria delas com incapacidades residuais”, disse o coordenador da Unidade de AVC do HGRS, Dr. Pedro Antonio Pereira. Apesar de ser uma doença que atinge mais idosos, o médico informou que o paciente mais jovem da Unidade de AVC HGRS tinha apenas 15 anos. O médico acredita que o aplicativo não vai resolver todos os problemas relacionados com a doença, mas a Rede Brasil AVC acredita ser uma grande contribuição para a população e vai diminuir os casos da doença. 











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