A deputada Ivana Bastos (PSD), presidente da Comissão Especial da Ferrovia da Integração Oeste Leste e do Porto Sul, fez um balanço minucioso durante a reunião ordinária de ontem pela manhã sobre a audiência que os membros do colegiado tiveram com o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, no dia 14 deste mês, para tratar das novas perspectivas de viabilização da Fiol e sua integração ao Porto do Malhado, em Ilhéus.
A parlamentar disse que, segundo o secretário, antes da implantação do Porto Sul, o Porto do Malhado se apresenta como uma alternativa para auxiliar no processo de escoamento de cargas que serão transportadas pela Fiol. Ivana Bastos afirmou que para a viabilização do Porto do Malhado, o governo pretende, em um primeiro momento, e até o primeiro trimestre de 2016, começar o processo de concessão ou de uma Parceria Público Privada (PPP), não sendo descartada entretanto a possibilidade do investimento ser realizado através de recursos do próprio Estado.
“O investimento seria de R$ 150 milhões e contempla a implantação de uma via expressa, ligando o terminal até o sistema rodoviário do entorno de Ilhéus, com o objetivo de garantir boa acessibilidade ao porto; e obras de dragagem e recuperação dos berços, ampliando a capacidade de 10 para 12 metros. Com as intervenções, o porto terá a capacidade de escoamento de cerca de cinco milhões de toneladas/ano. A base principal desta carga será de grãos, soja, algodão e milho, podendo operar também cargas menores de minério. A obra tem previsão para início em 2016 com a conclusão em 24 meses”, explica a deputada, fundamentada no que disse o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
DESTINAÇÃO
Após o término das obras do Porto Sul e sua ligação com a Fiol, o Porto do Malhado poderá ser usado como terminal complementar, destinado a serviços de cabotagem e o Porto Sul se dedicaria ao transporte de longo curso, com navios de maior capacidade.
Ivana Bastos considerou boa a alternativa apresentada pelo governo do Estado para que não haja prejuízos ao projeto de integração Fiol/Porto Sul, devido ao atraso nas obras deste. A deputada Ângela Sousa (PSD) também gostou dessa alternativa pois a cobrança das comunidades das regiões Sul e Oeste da Bahia naturalmente são fortes.
“Essa alternativa vai dar uma alavancada muito importante nessas regiões, onde a expectativa das comunidades é muito grande pela exportação de grãos e minério. Eu gostaria de uma dragagem no Porto do Malhado para 12 metros, por causa dos grandes navios que aportam por lá, principalmente de turismo”.
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