A Comissão de Agricultura e Política Rural promoveu na manhã de ontem mais um debate sobre a cacauicultura na Bahia. Com a participação de representantes de parlamentares da esfera federal, das lideranças da Casa Legislativa, bem como cacauicultores e entidades da classe, novas propostas foram traçadas com o intuito de fortalecer o setor que representa 17% da arrecadação do estado.
Na condução dos trabalhos, o deputado Vítor Bonfim (PDT), presidente do colegiado, acompanhou atentamente a exposição sobre a nota técnica elaborada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em parceria com a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri). A explanação feita por Catarina Cotrim Sobrinho Fiscal Estadual Agropecuário da Adab e coordenadora de Projeto de Prevenção à Monilíase, pontuou questões relevantes aos produtores e que devem ser um ponto forte na argumentação com o Ministério da Agricultura na incorporação dessas normas para o cultivo no âmbito nacional.
Dentre os quesitos, Catarina Cotrim chamou a atenção para o monitoramento dos porões das embarcações, o desembarque do material após análise fitossanitária, implantação de estruturação quarentenária, o controle minucioso das sacarias (queimar sacaria), bem como a importação do volume de cacau restrito as quantidades necessárias para suprir o deficit interno quando houver. Quando a questão se volta para o drawback, a nota recomenda validação metodológica de previsão de safra junto às indústrias processadoras de cacau, bem como a restrição da importação somente de cacau classificado (tipo I, II e III).
Para Milton Andrade, presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, ficou claro o quanto os produtores estavam sendo prejudicado dentro das tangencias trazidas pela nota anterior. Segundo ele, as modificações “cumpriram boa parte das aspirações dos que dependem do cacau, somando procedimentos protecionistas aos produtores dos 110 municípios que compõem a região do cacau”. Com a mesma visão do representante do Sindicato Rural de Ilhéus, Vítor Bonfim acredita que tais modificações já se somam às inúmeras conquistas dessa empreitada abraçada pela comissão.
Já o deputado Sandro Régis (DEM), líder da oposição, propõe a criação de uma frente parlamentar em defesa do cacau. Para representar tanto os produtores quanto os atos definidos nesta Casa foram escolhidos os deputados Eduardo Salles (PP) e Pedro Tavares (PMDB). O primeiro pela sua vasta experiência à frente da secretaria de Agricultura do estado e segundo por ser pleno conhecedor da região.
O deputado Vítor Bonfim afirma que a frente não será apenas composta pelos parlamentares que integram a Comissão de Agricultura. “Para melhor fluidez dos trabalhos, os deputados que representam a região cacaueira na Assembleia Legislativa deverão ser convidados a integrar a frente”. Ainda segundo ele, até a próxima semana uma agenda deverá ser apresentada com as primeiras atividades em prol da categoria. Com o mesmo pensamento de Vítor Bonfim, os deputados Augusto Castro (PSDB) e Eduardo Salles afinam os discursos no que tange a estruturação de uma agenda, provendo ações que envolva o cenário federal.
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