Movimentou o mundo jornalístico, cultural e político de Feira de Santana o lançamento, no Museu de Arte Contemporânea da cidade, às 19h, do livro “Rádio AM Sociedade de Feira de Santana – Primeira Digital do Sertão”, escrito pelo jornalista Itamar Ribeiro. A obra é a de número 155º editada através do programa Assembleia Cultural na gestão do presidente Marcelo Nilo que reafirmou a sua disposição de persistir com o programa editorial que evoluiu de uma ação de marketing para se transformar numa poderosa ferramenta de incentivo cultural.
O presidente da Assembleia Legislativa disse que três razões o fizeram de ir à solenidade, mesmo em um dia especialmente cheio de compromissos: Apreço e respeito à Feira de Santana, a segunda cidade da Bahia, e aos feirenses; gratidão à imprensa livre da Bahia, que nunca sonegou aos cidadãos a informação real, que possibilitou a ele, um político que curtiu 16 anos na oposição levar sua mensagem aos baianos, obtendo sucessivas reeleições e chegar ao poder em 2007, com o vitorioso projeto do governador Jaques Wagner; e também pela admiração que devota a Itamar Ribeiro, “um jornalista correto, íntegro, presente na cobertura do Legislativo há 20 anos e repetidamente premiado naquela Casa por seu trabalho”.
IMPORTÂNCIA
O deputado Marcelo Nilo fez um verdadeiro libelo em favor do rádio por sua abrangência, agilidade e versatilidade que o coloca, em sua avaliação, no instrumento de comunicação de massa ideal para a difusão de notícias, entretenimento e cultura. Lembrando que se tratava do Dia do Professor, ele parabenizou os representantes dessa sofrida, mas indispensável categoria, além de cumprimentar a todos os políticos de Feira de Santana presentes naquele ato – em especial os colegas José de Arimateia (PRB) e Carlos Geilson (PSDB) – e ex-colegas como Sérgio Carneiro (secretário de Relações Institucionais da prefeitura) e Humberto Cedraz. Citou todas personalidades políticas da história recente da cidade, prefeitos, deputados federais e estaduais, além de ícones como Chico Pinto e João Durval Carneiro.
Em seu emocionado pronunciamento, o autor, radialista, jornalista, pesquisador e professor lembrou o longo processo de construção do seu livro. Foram quatro anos de pesquisas, entrevistas e reflexões sobre o conteúdo da obra, processo que antecedeu a revisão (seis etapas) e da finalização do processo gráfico – que acompanhou de perto. Itamar Ribeiro manifestou a sua satisfação de conseguido uma entrevista com o monsenhor Hermenegildo de Castorano na vizinha São Gonçalo, que foi o responsável pela aquisição da emissora 67 anos atrás.
AGRADECIMENTOS
Funcionário da Rádio Sociedade de Feira de Santana há 15 anos, ele nunca deixou de buscar o aperfeiçoamento profissional e acadêmico, dividindo o tempo entre Salvador e a “Princesa do Sertão”, considerando que a finalização desse projeto abrirá horizonte novo para a sua trajetória. Itamar Ribeiro agradeceu a todos que participaram ou colaboraram de alguma maneira com seu trabalho. Seja diretamente na construção do livro, ou fornecendo informações, disponibilizando arquivos ou relembrando, em entrevistas, o processo de criação e evolução da emissora. Citou a todos nominalmente.
O autor tratou ainda do programa editorial da Assembleia Legislativa e agradeceu ao presidente Marcelo Nilo o apoio oferecido para a publicação da obra, sem o qual o seu trabalho ainda estaria “dormindo” em uma gaveta. Ele encerrou manifestando o seu apreço aos dirigentes da emissora e à sua família, dedicando a obra aos pais, à esposa Ana Lúcia, filhos e netos.
Cerca de 200 pessoas prestigiaram o lançamento do livro. O prefeito José Ronaldo foi representado pelo secretário de Comunicação Social, Waldomiro Silva, sendo registrada também a presença do ex-prefeito Zé Raimundo. Compareceram também o secretário de Relações Institucionais, ex-deputado federal e estadual, Sérgio Carneiro; a presidente da Academia de Letras e Artes da Cidade, Lélia Fernandes; o presidente da secção da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Fernando Henrique Chagas; do ex-reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana, Josué da Silva Mello.
Obra mostra os avanços tecnológicos
Em 155 páginas, “Rádio AM Sociedade de Feira de Santana – Primeira Digital do Sertão” traça um breve histórico da invenção, implantação e difusão desse meio de comunicação de massa no mundo e no Brasil. Destaque no relato da importância das emissoras de rádio em um país continental como o Brasil, em especial a partir dos anos 40 e 50 do século passado, quando comunicadores, locutores e artistas eram as estrelas do show business. E também do período posterior, da popularização das rádios FMs e abordou ainda os avanços tecnológicos desse meio, inclusive na digitalização que a emissora é pioneira na Bahia – sem deixar de contar a história da Rádio Sociedade de Feira de Santana.
O livro teve a orelha escrita pela doutoranda Patrícia Freitas Martins, que traça um perfil do autor e apresentação do jornalista Gutemberg Cruz, assessor da União dos Municípios da Bahia (UPB), escritor e especialista no estudo da imprensa baiana. O projeto gráfico é do jornalista Ubirajara Paim Nery e tem epígrafe da lavra do empresário Edgar Roquete Pinto, criador da rádio Roquete Pinto, uma das mais importantes do Brasil na época áurea dessa mídia; “O rádio é o jornal de quem não sabe ler; é o mestre escola de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; o consolo dos enfermos; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado”.
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