A Continuidade e Relevância do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) na Bahia foi debatido com profundidade, ontem pela manhã, pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa, através de uma proposição do deputado Bira Corôa (PT).
A comissão, que é presidida pelo deputado Eduardo Salles (PP), incorporou-se definitivamente ao movimento pela manutenção do Pibid na Bahia, sem cortes de bolsas e verbas para manutenção do programa e promoverá uma série de encaminhamentos junto a autoridades e órgãos competentes, inclusive junto à União dos Municípios da Bahia (UPB) para que os debates sejam realizados também no interior baiano.
A bolsa é concedida pelo Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e tem por objetivo fomentar a formação inicial e continuada de profissionais do magistério básico, em uma ação que articula a participação de estudantes dos cursos de licenciatura das universidades públicas nas escolas de Educação básica sob a supervisão de professores da Universidade.
O encontro foi bastante concorrido com a presença maciça de professores, alunos bolsistas, autoridades educacionais universitárias, Instituto Anísio Teixeira e parlamentares. Além dos deputados Bira Corôa e Eduardo Salles, a Mesa que dirigiu os trabalhos foi composta por José Bites, reitor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb); Alessandra Santos de Assis, presidente do Fórum Nacional dos Coordenadores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação e Docência (Forpibid); Denilson Santana, diretor-executivo do Instituto Federal Baiano; Risemar Lopes, representando a Pró-Reitoria Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Danilo Pitombo, diretor do Instituto Anísio Teixeira.
QUALIDADE
Contrário integralmente a qualquer tipo de cortes para as bolas e verbas para manutenção do Pibid na Bahia, Bira Corôa destacou também a guerra intensa do governo federal para recuperar a qualidade do ensino no país e em especial a formação e a qualificação básica dos professores. “Com a crise, o país sofre cortes em alguns setores, principalmente no Nordeste com a falta de políticas afirmativas. Precisamos abrir esse debate também no plano dos municípios provocando uma discussão na UPB. Com a mudança de ministro a gente já teme a quebra de continuidade. Por isso, enviaremos sugestões e encaminhamentos para o governo federal porque esse programa importantíssimo”.
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