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Alan Sanches cobra providências à Secretaria de Saúde da Bahia

Publicado em: 10/10/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado informou que tem recebido graves denúncias sobre a situação no setor
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O deputado Alan Sanches, médico e presidente da Comissão de Saúde e Saneamento na Assembleia Legislativa, cobrou providências da Secretaria de Saúde do Estado para o que chamou de “grave colapso do setor no estado”. Através de indicação, ele denuncia a gravidade da situação, elencando os episódios mais graves que chegaram ao seu conhecimento e ao da comissão.
O deputado apontou problemas em inúmeras unidades, inclusive as tidas como de maior importância. Na capital baiana o fechamento de 10 leitos de UTI Geral Adulta do Hospital Roberto Santos; a falta de plantonista pediátrico no Hospital Geral do Estado (HGE); o fechamento da emergência de obstetrícia do Hospital Santo Amaro; e a paralisação dos médicos no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) por falta de pagamento.

E ainda a falta de marcação de cirurgia eletiva – os contratos de mutirões de cirurgias eletivas não foram renovados em Salvador, Vitória da Conquista, Itaberaba, entre outros. Também a falta de solução para o fechamento do Hospital Espanhol e da maternidade do Hospital da Sagrada Família já decretado para novembro. Conforme denúncia encaminhada ao parlamentar, metade dos leitos de UTI do Hospital Regional de Guanambi (HRG) está desativada por falta de medicamentos, papel toalha, álcool gel entre outros itens, além do que as obras de ampliação estão paradas.

CRISE

O parlamentar reconhece a existência de uma crise econômica e a necessidade de cortes, mas insta o governo estadual a fazê-los em outras áreas da administração pública. O deputado Alan Sanches acrescenta que, apesar dos protestos das entidades já registrados junto à Secretaria da Saúde e ao Ministério Público, a situação crucial da UTI do Hospital Roberto Santos permanece sem solução. “Prejudicando ainda mais a já deficiente assistência prestada pela unidade, em decorrência do deficit de profissionais, das condições precárias e da carga excessiva de trabalho, conforme a própria categoria denuncia”.

O presidente da Comissão de Saúde pretende montar a partir do colegiado uma força tarefa para ajudar a solucionar e reverter esse cenário, destacando a situação da maternidade do Hospital Sagrada Família, ameaçada de ter fechados três andares com 22 leitos convencionais e dez de pré parto, parto e pós-parto. “Não se pode ignorar que a UTI neonatal recebia recém-nascidos de risco determinados pela central de regulação do estado, a grande maioria de prematuros e nascidas em locais sem o menor recurso. E para onde eles irão agora?”, questionou.



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