A instituição, no calendário oficial do Estado da Bahia, da Semana Estadual de Prevenção e Combate à Meningite foi proposta através de projeto de lei, encaminhado pelo deputado David Rios (PROS). A Semana deverá compreender de atividades científicas, educativas e culturais que promovam a saúde e a prevenção da doença, uma inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e, menos comumente, por certas drogas.
Pelo projeto, os estabelecimentos estaduais de saúde promoverão e participarão de atividades voltadas à prevenção da meningite, por meio da ampla divulgação, campanhas educativas e realização e exames. David Rios, que também é médico, observou que a meningite é uma doença grave e endêmica que pode acometer indivíduo de qualquer idade e são causadas por diversos agentes infecciosos como bactérias, vírus parasitas e fungos.
A forma mais perigosa da doença é a meningite meningocócica, uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias.
As pessoas com maior risco de ter meningite bacteriana são as que apresentam infecção crônica do ouvido e do nariz, pneumonia e que fazem uso abusivo de bebidas alcoólicas. A doença também é mais comum em crianças de um mês a dois anos de idade e ocorre com mais frequência no inverno ou na primavera. Ela pode causar epidemias locais em internatos, dormitórios estudantis ou bases militares. Entre os sintomas da enfermidade estão febre alta e calafrios, alteração do estado mental, náusea e vômitos, áreas roxas como machucado, erupções (pontos vermelhos na pele), sensibilidade à luz, rigidez no pescoço e forte dor de cabeça.
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