O desempenho das escolas de famílias agrícolas do estado da Bahia no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi destacado na Assembleia Legislativa pelo deputado Zé Raimundo (PT), que citou uma em especial: a Escola Família Agrícola de Caculé. Segundo ele, essas instituições ficaram entre as melhores instituições particulares do país que atendem alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo, em clara vulnerabilidade social, conforme tipologia do Ministério da Educação (MEC)
De acordo com os dados do exame, dentre as dez melhores escolas cinco pertencem a Bahia, ficando em primeiro lugar do ranking a Escola Família Agrícola de Caculé, fundada em 1985. Localizada a seis quilômetros da sede do município, na Fazenda Deus Me Livre, a escola possui 171 alunos, distribuídos entre quatro turmas de ensino médio profissionalizante de técnico agropecuário.
A instituição conta com cinco professores-monitores, dois professores veterinários, dois professores agrônomos e um professor voluntário. Além disso, acrescentou Zé Raimundo, os alunos também desenvolvem pesquisas relacionadas com a área de ensino. “Na oportunidade, saudamos de forma especial o seu diretor, Geraldo Marques da Silva, seus corpos docentes, discentes e funcionários”, afirmou.
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Segundo o parlamentar, atualmente existem 263 centros familiares de formação por alternância no Brasil, com 23.254 alunos. Na Bahia existem duas redes das Escolas Famílias Agrícolas. A Refaisa, que possui 11 escolas nos municípios de Irará, Inhambupe, Rio Real, Cícero Dantas, Valente, Itiúba, Antonio Gonçalves, Sobradinho, Monte Santo, Correntina e Brotas de Macaúbas.
E a Rede Aecofaba, com suas 19 escolas de famílias agrícolas afiliadas, localizadas em Riacho de Santana I e II, Santana, Tabocas, Angical, Tanque Novo, Botuporã, Paramirim, Macaúbas, Boquira, Caculé, Licínio de Almeida, Anagé, Seabra, Andaraí, Itaetê, Boa Vista do Tupim, Rui Barbosa e Quixabeira.
As Escolas de Familiares Agrícolas (EFA) são instituições comunitárias geridas por associações de moradores e sindicatos rurais vinculados à comunidade. “Elas se fundamentam na pedagogia da alternância, método criado na França em 1935, no povoado de Lot et Garonne, que proporciona aos jovens receber conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola”, explicou.
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