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Audiência pública na AL debate transplante e doação de órgãos

Publicado em: 29/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Reunião foi idealizada por José de Arimateia, vice-presidente da Comissão de Saúde
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Com o intuito de discutir a atual situação do transplante e incentivar a doação de órgãos no estado, o deputado José de Arimateia (PRB), vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, promoveu na Casa Legislativa audiência pública, que contou com a presença de diversos representantes das esferas estaduais e municipais, além de representantes de diversas entidades, que assim como o proponente da audiência, abraçaram a causa.

Dentro desta temática, a Bahia se apresenta com os piores índices de doação de órgão, infelizmente o estado ocupa as últimas colocações no ranking nacional. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) registra atualmente que existem mais de 2 mil pessoas na fila de espera para transplante de órgão e tecidos. Para reverter esse quadro, o governo estadual lançou no último dia 22 de setembro uma política de incentivo ao transplante, que prevê um investimento de mais de R$ 10 milhões por ano no processo de doação captação e transplante.

Eraldo Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplante, afirma que o transplante é um processo que muito depende da ação social para manutenção do ciclo. “Dependemos da sociedade para que tudo aconteça, e ela precisar ser informada e criar a consciência da importância do ato de doar. Então, quanto mais a sociedade estiver atuante nesse processo, tendo conhecimento do passo – a – passo do mesmo, teremos uma redução significativa nas filas de transplante”, conta ele.

O proponente da sessão avalia que o percentual negativo, principalmente dos familiares para a doação, que chega a 80% na Bahia, “é devido a falta de informação de como se dá o procedimento, dos cuidados e da vigilância legal para que ele ocorra”. Arimateia também acrescenta que as ações de incentivo à doação não deve ser limitadas a um determinado período no calendário anual. Para ele as campanhas de conscientização devem ser feitas constantemente, com o suporte dos veículos midiáticos e extensivo a toda rede de ensino do estado. “Doar um órgão, é um gesto nobre, é poder salvar vidas”, conclui o deputado.

Transplantado renal há seis anos e presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos da Bahia, José Vasconcelos, que para além da falta de campanha de incentivo à doação, os cuidados com os pacientes que estão na fila aguardado uma oportunidade também deve ser revisto. “Para os que ainda estão na fila, falta atendimento de qualidade, profissionais especializados, hospitais para a realização de exames e hemodiálise, a carência de medicamentos, principalmente para os pós-transplantados”, conta. Ele ainda relata que o medicamento do pós-transplantado é de alto custo e o sistema de saúde não tem feito o custeio completo do remédio. Por isso, muitos pacientes ficam meses sem tomar a dosagem.

O mesmo quadro é relatado por Márcia Chaves, presidente da Associação dos Transplantados da Bahia (ATX-BA). Ela denunciou a falta de assistência aos pacientes ao longo do processo pré-transplante e pós-transplante. “Todos, tanto os transplantados quanto os que ainda estão esperando serem chamando, precisam de uma maior atenção do estado, pois um paciente em processo de hemodiálise custa pouco mais de seis mil reais aos cofres públicos, já um transplante custa infinitamente menos”, aponta Márcia. Sobre a doação, ela valoriza a seguinte frase: “Todos merecem uma segunda chance, doe órgãos”.

Estiveram presentes na audiência, a deputada Fabíola Mansur (PSB) e os deputados Alex da Piatã (PMDB) e Herzem Gusmão (PMDB).

 

 












 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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