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Sessão celebra os 70 anos da Fundação de Seguridade Social

Publicado em: 29/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Evento proposto pelo deputado Marcelino Galo foi presidido por Maria del Carmen
Foto: Neusa Menezes/Agência-Alba
A Fundação de Seguridade Social (Geap) completou ontem 70 anos de criação. A data foi comemorada com uma sessão especial proposta pelo petista Marcelino Galo e presidida por Maria del Carmen, também do PT. Presente à homenagem, o gerente estadual da operadora, Andrés Castro Alonso Filho, confirmou que a entidade está em franca expansão e qualificação da sua rede credenciada, alcançando sucessivos índices de melhorias nos setores de assistência ao associado e na área contábil. E já supera “os requisitos exigidos pela Agência Nacional de Saúde – ANS”.

Na Bahia, informa Andrés Filho, a Geap conta com novos hospitais na Região Metropolitana de Salvador e, na capital, tem conquistado parceiros importantes, como o Grupo Delfin, com quem a operadora de saúde promove, na próxima quinta-feira, o lançamento da campanha Outubro Rosa, de alerta e prevenção contra o câncer de mama. Fará a abertura da campanha em Salvador a cantora Elba Ramalho, às 08h no Iguatemi.

Atualmente, na Bahia, a Geap possui 24 mil associados, tem uma rede de 300 instituições, planos de expansão e representação em todos os polos regionais. A segunda maior operadora de saúde no segmento da autogestão, a Geap tem cerca de 60% dos seus associados acima dos 50 anos e “é a maior em atendimento à população com idade superior aos 100 anos, com cerca de 10 mil vidas assistidas”.

CONTRAPARTIDA

Como não tem fins lucrativos, a operadora não avalia doenças preexistentes no caso de novas adesões e permite aos associados incluírem pai, mãe e até avós “como agregados”. Voltada aos servidores públicos federais, a Geap funciona em esquema de contrapartida, com o Governo Federal subsidiando 15% do valor da mensalidade, ficando com o associado os 85% restantes. Ainda assim, destaca Andrés Filho, um novo associado que hoje tenha 60 anos ou mais, pagará cerca de R$350,00 pela assistência à saúde.

Depois da intervenção ocorrida em 2013, a Geap “tomou novo rumo” e hoje é “um bom plano de saúde para o servidor”, garante Ricardo Mendonça, presidente do Conselho Estadual de Saúde e conselheiro da Geap representando os servidores federais. O plano tem características de um programa social, destaca Mendonça, ressaltando o atendimento que faz à maior idade. Quanto à Saúde na Bahia, o presidente do Conselho Estadual informa que atualmente o Estado oferece 1.500 leitos, mas confessa preocupação com o momento de crise política e econômica vivida pelo país e que se reflete no setor.

A Saúde “sofrerá cortes de investimentos” e os mais prejudicados serão os municípios, que já vêm diminuindo gastos. A contenção nos investimentos “pode afetar serviços e deixar a sociedade de pés e mãos atados”, prevê, lembrando, entretanto, que, desde o governo Jaques Wagner o setor vem apresentando melhoras e “foi um diferencial na eleição de Rui Costa”. Para o ex-secretário de Saúde e deputado federal Jorge Solla, a Geap é uma importante instituição que atravessou estes 70 anos e “viveu a redemocratização do país”. Assim como o Planserv, comparou, que já esteve falido e “hoje é um dos planos de assistência à saúde com maior credibilidade”.

As propostas da Geap, oficialmente, são “melhorar a qualidade de vida de seus clientes, por meio da administração, na forma de autogestão compartilhada, de planos solidários de Saúde e Assistência Social”, e ser o “plano de saúde referência para os servidores públicos e seus familiares”. O plano abrange funcionários públicos federais ativos e inativos e seus familiares e é considerada “uma das maiores operadoras de saúde do país, sendo referência por seu modelo assistencial focado na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida”. Mantém convênio com 99 órgãos, entre ministérios, autarquias, universidades, fundações e centros de pesquisa em todo o Brasil.

Tendo mais de 600 mil filiados (destes, cerca de 250 mil com mais de 60 anos), a Geap tem “gerências regionais em todos os estados e no Distrito Federal, além de uma rede credenciada composta por 20 mil prestadores de serviços, entre os quais, clínicas, hospitais e laboratórios, localizados em mais da metade dos municípios brasileiros. Por ser uma autogestão, não visa lucro e os recursos obtidos são revertidos para a assistência integral de seus clientes”.

Segundo o relatório de gestão da Geap, referente ao período de outubro de 2013 a dezembro de 2014, “o engajamento para recuperação financeira e a ampliação da rede credenciada e da carteira de clientes são alguns dos motivos para comemorar os 70 anos da entidade de autogestão” e a entidade já aumentou “em 75% as reservas econômicas”.

HISTÓRIA

Conforme informações oficiais da organização, “fundada em 29 de setembro de 1945, a Geap é o maior plano de saúde suplementar do funcionalismo público federal, tendo alcançado em 2014 o número de 613.349 vidas, um incremento de mais de 42 mil vidas se comparado ao ano anterior, quando a empresa tinha 570.591 beneficiários”.

A operadora surgiu como Assistência Patronal dos Servidores do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI). Em 2005 a Geap se tornou a primeira operadora de autogestão do país a obter o registro definitivo concedido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). E no mesmo ano passou a compor o quadro de dirigentes da União Nacional das Instituições de Autogestão (Unidas). “Em 2013, a Geap – Fundação de Seguridade Social passou por uma cisão, tendo suas atividades (saúde e previdência) segregadas. Foram criadas duas instituições independentes: a Geap Autogestão em Saúde, responsável pela administração dos planos de saúde e a Fundação GEAPPREVIDÊNCIA, responsável pela gestão dos planos de previdência. Hoje, a Geap é a segunda maior operadora em autogestão do Brasil”.






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