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Osvaldo Barreto apresenta na AL Educar para Transformar

Publicado em: 29/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Secretário falou para os deputados sobre as ações do Executivo na área educacional
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, esteve na Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, para apresentar aos deputados o programa Educar para Transformar, lançado pelo governador Rui Costa este ano em evento que teve a presença de 300 prefeitos. A audiência pública foi promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, presidida pelo deputado Eduardo Salles (PP).

Logo no início do encontro, acompanhado por dezenas de parlamentares, Barreto disse que o governador colocou a educação como prioridade número um do Executivo. “Quando o governador assume essa liderança, isso faz a diferença”. Segundo ele, com o Educar para Transformar, Rui Costa propôs na verdade um pacto para melhorar a educação. E lembrou que a educação pública não é só responsabilidade do Estado – os municípios são responsáveis por 1,8 milhão de alunos na educação fundamental. “Por isso, a participação de todos é importante”.

Um dos grandes problemas apontados na educação da Bahia é a dificuldade de leitura de estudantes que, em tese, já deveriam estar alfabetizados. “A situação é trágica e merece a atenção de todos”, alertou, na audiência. De acordo com dados da Avaliação Nacional de Alfabetização, feita pelo Ministério da Educação em outubro de 2010, cerca de 76% dos estudantes até 8 anos não tinham domínio da leitura. Por volta de 20% tinham domínio básico e apenas 4% possuíam o domínio pleno – ou seja, conseguiam entender tudo que liam.

A avaliação envolveu cerca de 220 mil estudantes da rede pública de ensino. Em relação a escrita, a pesquisa traz números apenas um pouco menos alarmantes. No total, 55% dos alunos avaliados não tinham domínio da escrita, 43% só domínio básico e 2% domínio pleno. Já em matemática, o quadro também é de penúria: 78% não tinham qualquer domínio de cálculos contra 12% com domínio básico e 10% com domínio pleno. Esses números colocaram a Bahia como um dos últimos estados da federação na educação.

Quando se trata de abandono e reprovação nas escolas, os dados também são, no mínimo, preocupantes. De acordo com Osvaldo Barreto, 15,2% dos alunos matriculados do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental foram reprovados ou abandonaram a escola. Na segunda fase (até o oitavo ano) o percentual ainda é maior – 25,9%. “São milhares de crianças que estão deixando a escola”

Para mudar essa realidade, o pacto proposto pelo governador e apresentado ontem aos deputados tem duas metas básicas. A primeira é fazer com que todas as crianças até 8 anos de idades estejam efetivamente alfabetizadas na Bahia. A outra é que as crianças apresentem desempenho adequado com a série que frequenta. Um dos caminhos propostos para atingir esses objetos é a produção e distribuição de livros didáticos por parte do governo da Bahia. 

“Todos os alunos que estão nas escolas públicas, inclusive as municipais, vão receber os livros”, anunciou Osvaldo Barreto. De acordo com ele, os livros distribuídos serão todos de autores baianos e vão ser lançados na Feira Literária de Cachoeira (Flica), ainda este mês. O fortalecimento da educação, segundo o secretário, passa ainda pela valorização dos professores, com melhoria de salários e investimento na formação. 

Outro programa destacado por ele na audiência é o Ciência na Escola. Dentro disso, nos dias 2,3 e 4 de dezembro será realizado na Fonte Nova o 4º Encontro Estudantil. “Serão 240 stands do programa e também da feira de matemática”, anunciou. O secretário falou ainda sobre conteúdos educacionais digitais e o sistema estadual de biblioteca – ambos programas criados na gestão de Rui Costa.

O secretário comemorou ainda a redução do número de matriculados no programa Topa Alfabetização para Todos. “isso mostra que o número de analfabetos vem caindo no estado”. E, no final, defendeu uma maior participação das famílias na gestão escolar. “Precisamos ter uma gestão (competente), mas só coma presença das famílias teremos escolas plenas”, acredita ele.

Muitos deputados se manifestaram após a explanação do secretário de Educação. O líder do governo na Assembleia, deputado Zé Neto (PT), por exemplo, destacou o fato do governador ter colocado a educação como prioridade. Já o presidente do colegiado, Eduardo Salles, reforçou que o caminho é trazer a família para dentro das unidades de ensino – fato também ressaltado pelo deputado Carlos Ubaldino (PSD). “Mas não é só para cuidar do seu filho, mas da escola como um todo”, afirmou.




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