A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa continua na luta para superar a crise que assola os cacauicultores baianos. Justamente por isso, ontem pela manhã, em reunião ordinária, presidida pelo deputado Eduardo Salles (PP), aprovou a proposta do deputado Pedro Tavares (PMDB) para uma audiência pública, no próximo dia 5 de outubro, com o objetivo de dar sequência à luta contra a crise do Cacau.
Dois assuntos importantes voltarão a entrar em pauta. Primeiro, o grande risco de que o cacau baiano está correndo com a vinda das amêndoas de cacau importadas da África. O entendimento é que a solução é criar barreiras para evitar problemas fitossanitários como aconteceu recentemente com a inesquecível vassoura de bruxa. O outro problema está no prazo de validade desse mesmo cacau africano que está estipulado em dois anos para estoque e os produtores baianos querem a diminuição para seis meses, pois isto está evitando que o nosso produto tenha um maior poder de venda e volte a crescer na Bahia.
Eduardo Salles continua lutando para formar um movimento suprapartidário e agendar audiências em Brasília com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro do Comércio, Indústria e Exterior, Armando Monteiro, para definir de uma vez por todas as providências para superar a crise do cacau na Bahia.
“Nossa missão é trabalharmos para dar a sustentabilidade a cultura do cacau na Bahia. Na próxima audiência pública discutiremos diversos temas. O cacau importado tem isenção de imposto, mas precisa ter uma fiscalização rígida sobre o perigo de problemas fitossanitárias. Além disso o tempo de duração do seu estoque determinado pelo Ministério da Agricultura é muito longo e prejudica a nossa produção. È uma situação que precisa de campanha suprapartidária e tenho certeza que contaremos com apoio de todos nesta luta”, disse Eduardo Salles.
O deputado Pedro Tavares não esqueceu de elogiar o companheiro Eduardo Salles que, segundo ele, não perde uma exposição no interior do Estado, mas que também está muito preocupado com a crise do cacau.
“A situação é muito séria e o risco é total com o cacau importado. Passamos pela vassoura de bruxa e precisamos de fiscalização rígida por parte dos órgãos competentes. Além disso o prazo de estoque desse cacau é longo e prejudica nossos cacauicultores e automaticamente a produção para venda. No dia cinco voltarem, os a debater isso numa ampla discussão com todos os segmentos envolvidos na lavoura do cacau”, finalizou Pedro Tavares.
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