Preocupados com as notícias sobre redução dos investimentos da Petrobras na Bahia, os deputados estaduais realizam amanhã sessão especial para discutir o assunto, bem como a paralisação das obras do Estaleiro do Paraguaçu. Além de representantes da estatal, já confirmaram presença pequenos e médios empresários, prefeitos, vereadores, a Federação das Indústrias da Bahia e o Clube de Diretores Lojistas. Todos foram convidados pela de Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, assim como deputados federais e senadores eleitos pelo Estado.
A preocupação dos parlamentares recai, sobretudo, em informações extraoficiais indicando que a empresa pretende praticamente acabar com os investimentos no Estado. Segundo declarações recentes do deputado Rosemberg Pinto, do PT e ex-funcionário da estatal, em reunião do colegiado, a Petrobras já reduziu para a metade seu orçamento para custeio das ações na Bahia em comparação com os últimos três anos. A queda foi de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,2 bilhão, depois para R$ 900 milhões e agora a perspectiva é de apenas R$ 700 milhões destinados ao custeio. Na análise do parlamentar, isto significa também declínio de produção e nenhum investimento para perfuração de novos poços ou prospecção de “novos blocos exploratórios”. As informações foram obtidas por Rosemberg Pinto em conversa com o gerente-geral da Unidade de Negócio, Exploração e Produção da Bahia, Antônio José Rivas, que já confirmou presença na sessão especial de amanhã, que começa às 09h no plenário da Casa.
O deputado Hildécio Meireles (PMDB), presidente do colegiado, visitou recentemente o Estaleiro do Paraguaçu, em Maragogipe, verificando a paralisação das obras, anunciadas no começo do ano pelo Consórcio responsável pelo empreendimento, sob o argumento da existência de um "período de dificuldade enfrentado pela indústria naval brasileira". As obras foram encerradas quando já estavam com 82% concluídos e não há anúncio de retomada. Segundo noticiado pela imprensa local, foram demitidos 6,7 mil funcionários, restando atualmente pouco mais de 300 em uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, dimensão do Estaleiro, que tem na Petrobras “seu único cliente”.
Segundo a deputada Maria del Carmen (PT), o declínio dos investimentos da Petrobras na Bahia já provoca prejuízos “significativos” aos municípios que dependem dos royalties da empresa.
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