Os superintendentes regionais do Banco do Brasil e Banco do Nordeste estiveram ontem na reunião da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer e garantiram que as instituições estão disponíveis para apoiar o esporte na Bahia. Primeiro a se pronunciar, Sérgio Dourado, superintendente Regional de Governo do BB, colocou de pronto a Associação Atlética Banco do Brasil à disposição dos desportistas e da Comissão e propôs maior estreitamento nas relações com a Fundação Banco do Brasil, que tem “como objetivo central promover a inclusão sócio produtiva dos públicos priorizados”.
Segundo Dourado, o BB tem o projeto AABB Comunidade que, por definição oficial, “é uma tecnologia social em educação que oferece complementação escolar para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, com idades entre 6 e 18 anos incompletos. Os alunos participantes desenvolvem atividades lúdicas, no contra turno escolar, nas Associações Atléticas do Banco do Brasil de todo o país. O trabalho educacional engloba temas como educação ambiental, saúde e higiene, esporte e linguagens artísticas, possibilitando a construção de conhecimentos e o acesso à cidadania”. Este programa, garantiu, está à disposição para ser acionado e utilizado, inclusive pelas cidades do interior do Estado.
FINANCIAMENTOS
Baiano, Sérgio Dourado disse conhecer bem a realidade do Estado e as carências que ostenta. E o projeto AABB Comunidade é uma forma eficaz de participação do banco no apoio ao esporte da Bahia, disse. O superintendente citou, ainda, que há inúmeros projetos de voluntariado, executados por funcionários aposentados e que, atualmente, dispõem de cerca de R$ 800 mil, recursos oriundos da Fundação Banco do Brasil e do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), um programa de Direcionamento de Imposto de Renda e Doações que visa, dentre outros objetivos, beneficiar crianças e adolescentes em situação de risco. O banco, enfim, “tem como incentivar o esporte baiano” e está à disposição para isso, garantiu Sérgio Dourado.
O Banco do Nordeste também. Segundo o Superintendente Regional Jorge Bagdêve, a instituição tem três formas de atuação que podem e devem ser utilizadas. A primeira é o patrocínio direto e, como forma de facilitar os procedimentos para os baianos interessados, ele se dispôs a encurtar caminho e encaminhar os projetos apresentados diretamente à instância nacional, em Fortaleza, sem passar pelo Ministério dos Esportes, como é de praxe. A segunda alternativa é a utilização do FNE – Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste, linha de financiamento de crédito subsidiado e principal fonte de recursos do banco.
Neste caso, o Fundo seria utilizado pelas empresas que vierem a se instalar no Estado e que têm no FNE “uma linha de crédito atrativa” - os juros são de 8,5% ao ano e prazo de financiamento que chega a 12 anos. A terceira linha de atuação seria voltada às empresas locais, que também podem ser orientadas a destinar parte de seu capital ao esporte. “Pode até haver um projeto de lei neste sentindo”, sugeriu Bagdêve, que quer “ser íntimo e acionado” pelos desportistas baianos. O propósito dos dois bancos, anunciaram seus superintendentes, é ter uma participação ativa em projetos sociais, sobretudo naqueles voltados para os jovens.
Na análise do presidente da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, deputado Bobô (PC do B), o investimento requerido pelo esporte “não é alto, mas é transformador”. Ao convidar as instituições financeiras à reunião do colegiado, Bobô pretendeu buscar informações que ajudem ao segmento. “O esporte no Nordeste ainda está muito longe do ideal”, disse. E no caso da Bahia, “apesar dos esforços, ainda não há uma política estável” para o desporto. Mas a comissão vem trabalhando para que exista.
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