A Comissão de Saúde e Saneamento, presidida pelo deputado Alan Sanches (PSD), colocou em discussão as condições da prestação do serviço em saúde no município de Mutuípe, com o intuito de traçar diretrizes para regularizar o atendimento, atendendo as demandas dos mutuipenses.
Proposta pelo presidente da comissão, a audiência pública teve como ponto chave o repassa da verba pública destinada ao pagamento da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), instituição filantrópica que gere todo o funcionamento do Hospital Maternidade Clélia Rebouças, que, de acordo com a presidente da associação Clélia Farias, vem enfrentando sérias dificuldades para manter o atendimento de urgência e emergência à população local. Segundo ela, o governo tem atrasado a disponibilização dos recursos, “o que tem favorecido o aumento das dívidas contraídas pela instituição para sustentar o serviço”.
O hospital passou anos sob a gestão da Fundação José Silveira, mas, atualmente, necessita de algumas melhorias, principalmente na sua estrutura, além da necessidade de aquisição de novos equipamentos, materiais básicos e a contratação de profissionais, como cirurgião e médicos de outras especialidades fundamentais ao diagnóstico preciso e eficaz.
Para Júnior Cardoso, presidente da Câmara de Vereadores, a cidade que tem pouco mais de 22 mil habitantes dispõe do hospital maternidade para uma série de procedimentos complexos. Júnior aponta que sem o recurso do governo estadual a população de Mutuípe conta apenas com as unidades de saúde de pequeno porte, tendo que se deslocar para outra cidade caso precise de um atendimento especializado. Somado a isso, está o atraso no salário dos servidores e no pagamento dos fornecedores de equipamentos e materiais ao hospital.
Sobre o atraso no pagamento, o deputado Alan Sanches ressalta que tal situação acarreta em um desequilíbrio ao ciclo financeiro do município. “Sem o recebimento da remuneração e a quitação dos débitos com fornecedores, a movimentação monetária desacelera frente a redução do poder de compra dos que têm como fonte de renda o hospital”, assinala Sanches.
O prefeito e a secretária de Saúde, respectivamente Luiz Carlos Cardoso e Jaqueline Mirne, afirmam que o município vem fazendo o que é possível para a liberação das parcelas restantes da verba. “Todos os nossos movimentos são no intuito de que o repasse seja feito o mais rápido possível”, conta Jaqueline.
O deputado José de Arimateia (PRB) relembra que em 2014, quando ele era o presidente da comissão, as condições da saúde em Mutuípe já foram pauta de sessão, mas, agora, um ano e meio depois, “ficou claro que a assistência em saúde dos mutuipenses não teve grandes avanços”.
Os deputados Pedro Tavares (PMDB) e Rogério Andrade (PSD) acrescentam que vão buscar os gestores em saúde do estado, a fim de juntos definirem uma estratégia de rápida quitação desse débito, garantido a normalidade desse serviço essencial.
Também estiveram presentes na audiência pública de ontem, as deputadas Maria del Carmem (PT), Fabíola Mansur (PSB) e dos deputados Augusto Castro (PSDB) e Alan Castro (PTN).
REDES SOCIAIS