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Fabíola Mansur propõe honraria ao magistrado baiano Jorge Hage

Publicado em: 12/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

A deputada do PSB destacou o irreparável trabalho de Hage na defesa do bem público. De conduta ética e contra a corrupção, ex-ministro da CGU receberá a Medalha 2 de Julho.
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A deputada Fabíola Mansur (PSB) propôs a concessão da Medalha 2 de Julho a Jorge Hage, “um dos baianos mais ilustres de sua geração”, disse. O Projeto de Resolução protocolado junto à Secretaria Geral da Mesa é um libelo em favor da ética e do zelo pela coisa pública, representados na longa e competente vida pública do homenageado. 

Para a deputada do PSB, no momento em que o país enfrenta os vastos malefícios da corrupção, em todas as esferas (pública ou privada), a Assembleia Legislativa tem a oportunidade de celebrar a trajetória de um dos principais artífices da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável pelos sistemas de controle interno dos gastos federais e de correição. Completou, lembrando o excepcional trabalho de prevenção da corrupção lá implantado por Jorge Hage, a princípio secretário-executivo e depois ministro-chefe da CGU.

ÉTICA

Ela anexou um breve resumo biográfico de Jorge Hage, ex-prefeito de Salvador (nomeado), ex-deputado estadual por uma legislatura (ganhou consecutivamente quatro troféus Imprensa, depois de eleito como destaque pela imprensa especializada), ex-deputado federal Constituinte (igualmente por uma legislatura), ex-juiz do Distrito Federal, professor de graduação e pós-graduação e mentor da CGU.

A deputada Fabíola Mansur entende que a concessão da Medalha 2 de Julho ao homem público Jorge Hage, brasileiro ficha limpa, se concilia com o espírito popular manifestado nos últimos anos, nas ruas e nas mídias digitais, em defesa da ética e da transparência no Estado. “A maior justificativa para essa homenagem, portanto, é a sua própria biografia: Jorge Hage dignificou a política baiana e nacional, atuou decisivamente pela aplicação honesta dos gastos estatais e posiciona-se entre os grandes gestores de sua geração”, frisou. 

E lembrou o Sermão de Santo Antonio aos Peixes, do Padre Antonio Vieira, em 1654: “O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites”. 


“Jorge Hage é um desses homens afinados com o espírito ético do padre Antonio Vieira”, acrescentou, Fabíola. A deputada do PSB lembrou ainda que “conduzido ao Ministério da Defesa, em 2006, Waldir Pires condicionou a troca de pasta à escolha de Hage para o comando da CGU, no que foi atendido. Sem dúvida, essa escolha determinou a consolidação de um inédito acompanhamento da aplicação de verbas públicas em milhares de municípios, não só com uma equipe de auditores, mas de ouvidores, sempre atentos às demandas da sociedade por transparência”. Quando deixou a CGU, no início de 2015, Jorge Hage viu seu trabalho ser reconhecido até mesmo por opositores dos ocupantes do governo federal, bem como por setores do jornalismo ligados à busca de transparência, completou.

CURRÍCULO

Jorge Hage Sobrinho nasceu em 1938. Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1960. É Mestre em Administração Pública pela University of Southern Califórnia – Los Angeles (1963) e Mestre em Direito Público pela Universidade de Brasília, UnB, em 1998. Atuou como advogado em até 1970. Prestou assessoria e consultoria a diversas instituições em Salvador e Brasília entre1963 e 1991. 

Foi também professor da UFBa até 1991. Nos anos de 1963 a 1982, integrou o conselho de coordenação de ensino e pesquisa da UFBa, foi membro da congregação da Escola de Administração da UFBa, e do conselho nacional do FNDE-MEC, além de pesquisador da Fundação Ford e consultor técnico do Ceped.


Exerceu ainda as funções de diretor da divisão de assistência técnica do Instituto de Serviço Público da UFBA, de coordenador do Centro de Administração Pública da UFBa, diretor do departamento de administração geral do estado da Bahia, superintendente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, chefe do gabinete da Reitoria da UFBA. Foi também Pro-Reitor de Planejamento e Administração da UFBA e reitor adjunto entre 1970 e 1974, presidente da comissão de Reforma Administrativa do MEC – DF. Secretário de Apoio Administrativo do MEC, coordenador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Setor Público da UFBa 1978-1982.

Foi Prefeito de Salvador (BA) e elegeu-se deputado estadual, em 1986, foi eleito deputado federal e participou da Assembleia Constituinte, sendo Membro das Comissões de Sistematização da Constituição, de Organização dos Poderes e Sistema de Governo e de Família, Educação e Cultura. Foi vice-Líder partidário na Constituinte e autor de propostas sobre Direitos e Garantias Individuais e Coletivos, Direitos do Trabalhador, Função Social da Terra, Reforma Agrária, Direitos da Mulher, Previdência Social, Crimes contra a Administração Pública, Poder Judiciário, Sistema de Governo, Finanças Estaduais e Municipais, Educação e Cultura e Mecanismos de Participação Popular.

Em âmbito internacional, foi Consultor Internacional da OEA (1968), Consultor Convidado – Universidad Nacional de Cuyo – Mendoza (1968), Professor Convidado – OEA – Seminário sobre Orçamento Público – Universidad Del Zullia – Maracaibo – Venezuela (1970), Conferencista Convidado do Governo da Bolívia – Conselho de Ensino Superior (1972) e participante do Programa de Assistência Técnica da Fundação Rockefeller à Universidad Del Valle – Cali – Colômbia (1974) e do Seminário Internacional de Estudos e Observação do Sistema de Governo e Processo Eleitoral dos Estados Unidos (1984).

Ingressou por concurso público na magistratura do Distrito Federal, em 1991 como Juiz de Direito (TJDF – Brasília), exercendo a judicatura até o ano de 2001. Atuou ainda como membro de Bancas Examinadoras de Concursos na área jurídica e palestrante em Congressos e Seminários. Em 2000 assumiu o cargo de Juiz Assistente da Presidência do TJDF e a função de Coordenador da Assessoria do Presidente, onde permaneceu até janeiro de 2003, quando assumiu as funções de Subcontrolador-Geral da União. Sua atividade docente registra, dentre outras instituições de ensino superior, a Escola da Magistratura do DF, a Escola Superior do Ministério Público do DF, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), a UDF/ICAT (Pós-Graduação lato sensu em Direito Processual Civil) e o UNICEUB (Pós-Graduação lato sensu em Direito Processual Civil).



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