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AL homenageia Diógenes Rebouças

Publicado em: 02/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Assessor de Assuntos Culturais, Délio Pinheiro representou o presidente Marcelo Nilo
Foto: Carlos Amilton/Agência-Alba
A Assembleia Legislativa participou da programação comemorativa do transcurso do 60º aniversario do início da atuação  profissional do arquiteto Diógenes Rebouças, falecido em 1994, através da publicação do livro “Diógenes Rebouças, o Arquiteto da Bahia”, da jornalista e escritora Symona Gropper. O lançamento, no foyer do Teatro Castro Alves, ontem, às 20h, foi integrado a um seminário que discutiu a extensa obra do arquiteto, pintor e desenhista, autor entre outros dos projetos do Hotel da Bahia, da Faculdade de Arquitetura, da avenida Contorno, da Escola Parque e da Fonte Nova.

O presidente Marcelo Nilo não pode participar da cerimônia de lançamento, sendo representado pelo professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura do Legislativo, que expressou à autora o seu pesar por estar impossibilitado de ir ao TCA. Engenheiro civil por formação, Marcelo Nilo conhece e admira a obra desse “arquiteto notável que tanto fez pela Bahia e pelos baianos com seu trabalho inovador e criativo em diversos projetos na área da arquitetura, bem como do urbanismo, à educação e às artes plásticas”.

INFLUÊNCIA

Ele lembrou que se trata do mais renomado e influente arquiteto baiano entre o final dos anos 1940 e o início dos anos 1960. O deputado Marcelo Nilo observou que Diógenes Rebouças teve papel fundamental na construção da paisagem de Salvador e de outras cidades baianas e na formação das novas gerações de arquitetos e urbanistas. Presente no evento, a deputada Maria del Carmen frisou que o engenheiro e professor de Arquitetura foi peça fundamental da Arquitetura e do Urbanismo modernos na Bahia. A petista afirmou que ele estava à frente de seu tempo e citou como exemplo a junção da orla de Salvador idealizada por ele na década de 60 e agora efetivada através de obra da administração estadual.

Diógenes Rebouças, o Arquiteto da Bahia” é o 44º número da coleção “Gente da Bahia”, que reúne perfis biográficos de personagens icônicos de um passado recente da nossa terra. São homens e mulheres quase desconhecidos para as novas gerações, cuja a obra e vida ajudaram a moldar o que se convencionou a chamar de “baianidade”, como salienta no texto de apresentação o presidente Marcelo Nilo.
COMPROMISSO

O professor Délio Pinheiro reafirmou o compromisso do presidente da Assembleia Legislativa com a cultura de nossa terra expressa através do apoio e fomento da literatura de um vitorioso programa editorial que já disponibilizou para os baianos 161 obras. A maioria, disse ele, livros raros que estavam fora dos catálogos das editoras comerciais há décadas, clássicos como “Cascalho”, de Herberto Sales, ou ainda da publicação de inéditos, como “Assassinos da Liberdade” do acadêmico e jornalista João Carlos Teixeira Gomes.

A coleção Gente da Bahia (que contém o livro perfil biográfico de Diógenes Rebouças), salienta o professor Délio Pinheiro, tem ainda o saudável caráter de fomento das letras, pois dois terços dos livros foram escritos por estreantes. Jornalistas, em sua maioria, que obtiveram a chance de ver publicados agora seus trabalhos de pesquisa sobre vultos que a Bahia não pode deixar cair no esquecimento, em especial as novas gerações que no mundo digital nem sempre tem acesso a esse tipo de informação.

O perfil biográfico traçado por Symona Gropper vai do nascimento do arquiteto no distrito de Tartaruga, em Amargosa, até sua consagração profissional. Informa que antes de vir para Salvador, o que acabou o influenciando a decidir ser engenheiro agrônomo. Começou a cuidar da fazenda e fazer muitos trabalhos como agrônomo. Começou a projetar casas e também a catedral de Itabuna, seu primeiro projeto de expressão. Como arquiteto, integrou a equipe do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade de Salvador, criação de Mario Leal Ferreira. Foi também professor do curso de Arquitetura da Ufba.

Além do lançamento desse livro, houve ainda uma exposição com nove grandes painéis que resume sua vida e obra e que prosseguirá até o próximo dia 8 de setembro. A mostra teve curadoria de Nivaldo Andrade, professor da Escola de Arquitetura da Ufba. Expõe textos, fotografias e cópias de projetos marcantes de Diógenes Rebouças. Na sala principal do TCA aconteceu uma mesa redonda com as presenças do curador, da jornalista Symona Gropper e do arquiteto Heliodoro Sampaio, autor do livro “Formas Urbanas: Cidade Real & Cidade Ideal”, que foi lançado.

EVOLUÇÃO

O programa editorial do Legislativo foi pensado como uma ação de marketing cultural, sendo convertido numa vigorosa arma de afirmação cultural. Figura como gênese desse trabalho o pioneiro convênio firmado com a Academia de Letras, antecedido pela publicação do livro “Pau de Colher, um pequeno Canudos”, de Raimundo Estrela. O primeiro convênio foi assinado pelo então deputado Antonio Honorato e pelo saudoso professor Cláudio Veiga, renovado por seus sucessores Edivaldo Boaventura e Aramis Ribeiro Costa – e por todos os presidentes da Assembleia.

Modelo que se multiplicou, pois a Casa agora está associada a Universidade Federal da Bahia, a Associação Comercial da Bahia e a Universidade Estadual do Sudoeste. E mantém parcerias com a Fundação Casa de Jorge Amado, o Museu Eugênio Teixeira Leal e a Fundação Pedro Calmon, ampliando o âmbito do programa editorial.









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