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Cesare La Rocca ganhará cidadania baiana

Publicado em: 02/09/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sessão poi proposta pela deputada Maria del Carmen (PT)
Foto: Arquivo/Agência-Alba

Nesta quinta-feira, às 09h30, uma sessão especial será realizada na Assembleia Legislativa para celebrar os 25 anos do Projeto Axé, comemorado em 1º de junho. Na oportunidade também será concedido o Título de Cidadão Baiano a seu fundador, Cesare de Florio La Rocca. “O intuito é ratificar a importância dos serviços prestados por esta instituição à sociedade no resgate da cidadania de nossos jovens e reconhecer o importante papel desempenhado por Cesare La Rocca, personalidade que, muito embora não seja baiano de nascença, cumpre papel de altíssima relevância de cidadão da Bahia como se assim o fosse”, justificou a deputada estadual Maria del Carmen (PT). A deputada é proponente da sessão especial e do projeto de resolução, em coautoria com o então deputado estadual Nelson Pelegrino, atual secretário estadual do Turismo.

HISTÓRICO

Em 18 de janeiro de 1968, Cesare de Florio La Rocca, jovem italiano da Florença, veio ao Brasil. Há 40 anos, ele fundou uma das primeiras entidades voltadas para crianças excluídas no Amazonas, o Centro Social Nossa Senhora das Graças, em Manaus, no Beco do Macedo, a maior favela da capital na época. Nele, dirigiu durante muitos anos uma escola profissionalizante para 400 adolescentes e uma pré-escola para 200 crianças, denominada Gurislândia.

Em 1981, trabalhou como assessor técnico da extinta Fundação Nacional do Bem Estar Social (Funabem), onde atuou durante três anos. Em 1983, passou a atuar no Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Cesare desejava um projeto transformador para as crianças e adolescentes mais carentes, decidiu ficar no país e se estabeleceu em Salvador, onde, em 1990, fundou o Projeto Axé, organização não governamental que atua na área da educação, através dos projetos artísticos, na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, em especial os que vivem na rua em Salvador, sendo este uma referência mundial.




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