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J.Carlos quer justiça no caso de estudante

Publicado em: 03/11/2005 19:30
Editoria: Diário Oficial

Deputado expressa solidariedade à família
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A morte do estudante Fábio Nascimento, 26 anos ? "brutalmente assassinado pelo policial militar Ednoel Bruneli, apelidado de Nel" ? provocou a indignação do deputado J. Carlos (PT). Ele apresentou na Assembléia Legislativa uma moção de pesar e solidariedade aos familiares do estudante, que foi morto no dia 28 de agosto, por volta das 22h, no final de linha de Plataforma (subúrbio ferroviário), quando conversava com amigos.

De acordo com testemunhas, o policial militar, aparentemente embriagado, confundiu o jovem com um "inimigo pessoal", sacou o revólver e disparou o tiro à queima roupa, sem que Fábio pronunciasse sequer uma só palavra. No velório, a mãe adotiva da vítima, dona Sônia Maria Sampaio, que estava acompanhado do seu esposo e de três filhos, declarou em clima de emoção e protesto que a "condenação desse policial militar é a vitória da sociedade e dos moradores do subúrbio, que não deixarão o caso ficar impune".

"Censurável mesmo é saber que, apesar dos comoventes apelos da família e da mobilização da comunidade, a Justiça permanece indiferente e o assassino na manhã seguinte ao fato estava em liberdade", lamentou o deputado no documento, criticando o sentimento de insegurança despertado no subúrbio pelos próprios policiais.

Para o parlamentar petista, a família enlutada sofre uma dor dupla, talvez tripla. "A principal pela perda irreparável de um jovem na flor de idade e cheio de sonhos. Um filho exemplar que se dedicava à causa social, adorado por todos que o conheciam, tanto pela família, pais, irmãos, tios, primos e avós", protestou.

O autor da moção lembrou ainda que, desde muito novo, mais precisamente na sexta série do primeiro grau, Fábio escreveu uma dissertação escolar, na qual dizia que seu maior sonho era mudar o cenário político, acabando com a pobreza e a fome e, sobretudo, o racismo. "A família enlutada não quer vingança, mas sim justiça. A comunidade quer apenas que o culpado pague pela monstruosidade cometida", concluiu J. Carlos.



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