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Colegiado vai pedir informações à Secretaria de Infraestrutura

Publicado em: 26/08/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Hildécio Meireles informou que a comissão já enviou dois ofícios à Seinfra
Foto: Paulo Mocofaya/Agência-Alba
A Secretaria de Infraestrutura do Estado poderá ser convocada a prestar informações perante a Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa. A decisão foi assumida ontem pelos integrantes do colegiado diante do silêncio mantido pelo governo quanto à reiteradas solicitações de informação sobre real a situação das estradas baianas. Segundo o presidente da comissão, o peemedebista Hildécio Meireles, dois ofícios já foram encaminhados à Seinfra (em 1º de abril e 28 deste mês) para que forneça aos deputados a relação das estradas que já foram alvo de obras de manutenção; as que se encontram em manutenção e as que sofrerão manutenção futura do governo do Estado. Sem resposta. Ontem o deputado Pedro Tavares, também do PMDB, sugeriu que a comissão envie o terceiro ofício à Secretaria de Infraestrutura do Estado. Caso não haja resposta de novo, o colegiado fará a convocação. 

A falta de manutenção e a paralisação de diversas obras em todo o Estado provocou ontem o debate na comissão sobre a crise política e econômica vivida pelo Brasil com reflexos também na Bahia. Segundo Tavares, na última quinta-feira os deputados tiveram “um dia produtivo, mas triste” ao constarem “o desprezo do Governo pelo Sul da Bahia” onde, além da precariedade da rodovia BA-415, que liga Ilhéus a Itabuna, os parlamentares verificaram a paralisação de obras vultosas como construção da ponte Ilhéus/Pontal e a recuperação do hospital regional. 

SEM INVESTIMENTOS


A deputada Ângela Sousa (PSD) defendeu o governador, em quem “sente” a vontade de realizar. Segundo analisa, “não é fácil governar”, sobretudo porque “o cobertor é curto” para cobrir as necessidades dos 417 municípios baianos. Além do mais, disse, “há situações que independem da vontade do Governador Rui Costa”, mas ela continua acreditando que a ponte Pontal/Ilhéus vai ser concluída, sim, bem como está certa de que será construído o hospital da Costa do Cacau. “Temos que crer que vão acontecer, que teremos essas vitórias”, declarou. As justificativas de Ângela Sousa foram rebatidas por Luciano Ribeiro, do DEM, que reafirmou não ter dúvidas quanto à boa vontade do governador Rui Costa. “Todo homem público tem vontade de acertar, o que falta, às vezes, é competência”.

A crise econômica e política existe, constatou Ribeiro, adiantando que a sabedoria está em saber governar em situações adversas, “saber negociar, para que o discurso seja verdadeiro. Governar sem crise, até minha filha de 11 anos consegue”, ironizou o parlamentar, para quem Rui Costa precisa é “ter coragem para enfrentar os problemas” e em quem não vê “qualquer gesto para conter a sangria do Estado”. Rosemberg Pinto, mais uma vez, defendeu a administração pública e criticou o que chamou de “debate bestial” entre os que atacam e os que defendem o governo, que apenas “empobrece ainda mais a Casa Legislativa”.

Para ele, é necessário haver “debate de conteúdo” sobre a situação de crise vivida pelo Brasil e pela Bahia. E analisou que a construção da ponte Salvador /Itaparica, prometida pelo governo Jaques Wagner, encampada por Rui Costa e lembrada por Hildécio Meireles, “é sonho. De todos”, adiantando que “hoje não há mais condição” de colocar esta obra na pauta das realizações imediatas do governo do Estado. “A economia é dinâmica”, ensinou Rosemberg, lembrando que o momento em que o projeto foi lançado “era outro”. O presidente do colegiado, Hildécio Meireles, concordou com a análise sobre a mudança nos tempos, mas criticou o gasto público de R$ 90 milhões somente com a elaboração do projeto.

Mas “sem projeto não há dinheiro”, não há liberação de financiamento, lembrou a petista Maria del Carmen, corroborando opinião do correligionário Rosemberg Pinto de que a “economia internacional já não investe como antes”. E embora considere que a Operação Lava a Jato (que investiga a corrupção no país) é importante e deve continuar, provocou prejuízos, sobretudo “à engenharia do Brasil, que está em risco”. Esta talvez seja a área mais afetada, apontou, garantindo que “as empresas de engenharia, que eram patrimônio nacional e exportavam conhecimento, estão sendo dizimadas”. Muito estranho, acha o presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo. A falência destas empresas “é surpreendente e acontece porque elas viviam penduradas no BNDES”, disparou Hildécio Meireles.






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