“O governo deve criar uma Política Estadual de Incentivo à Permanência de Jovens e Adultos no Meio Rural através da Qualificação da Oferta Educacional porque é fato que a introdução em massa da mecanização da agricultura reduziu a necessidade de mão de obra e é a causa principal do desemprego no campo”. Isso é o que propõe o deputado Antonio Henrique, do PP, que cita o Censo Demográfico 2010 do IBGE, segundo o qual “o número de pessoas que moram em áreas rurais continua diminuindo no país, porém num ritmo menor do que na década anterior. De acordo com a pesquisa, a população rural no país perdeu dois milhões de pessoas entre 2000 e 2010, o que representa metade dos quatro milhões que foram para as cidades na década anterior, com o diferencial de que essa população passou a ocupar as cidades médias brasileiras”.
Segundo o parlamentar, os jovens do meio rural brasileiro “precisam ajustar a sua formação escolar, principalmente com a adoção da Pedagogia da Alternância, às necessidades das tendências econômicas em curso no meio rural brasileiro, em especial, as da agricultura familiar, responsável por 80% da produção dos alimentos que vão à mesa do brasileiro. Para isso a adoção de políticas de valorização e incentivo à permanência dos jovens no meio rural, e dali retirar sua subsistência, precisa ser uma escolha que implique em ter acesso a uma educação adequada à realidade do campo e, ao mesmo tempo, que possibilite uma vida digna”.
E a Bahia, entende Antonio Henrique, “é um estado diferenciado. Terra onde o Agronegócio e a agricultura familiar, juntos, são peças importantes na geração de emprego e renda”. Apesar de ter 64 % de seu território ocupado pelo semiárido, “a Bahia é o Estado com maior número de agricultores familiares do Brasil, com 15,2 % do total, com aproximadamente 700 mil estabelecimentos, sendo a agricultura familiar um pilar importante da economia rural do Estado, juntamente com a pujante força do Agronegócio, fronteira agrícola baseada na Região Oeste”.
O deputado lembra de recentes declarações do governador Rui Costa apontando que “o caminho da Bahia é a agricultura familiar e que deseja lançar um pacto para seu fortalecimento, mas é preciso que esse pacto passe também pelo aumento do investimento em educação no meio rural. É necessário o ensino de novas técnicas de cultivo, manejo, operação de máquinas, bem como metodologias de cultivo nas diferentes condições climáticas de nosso extenso território, que venham agregar valor a produção, consequentemente aumentando a renda do homem do campo”, aponta o parlamentar.
Por fim, ele argumenta que “não é preciso falar da importância dos jovens para a sustentabilidade do meio rural, dando continuidade aos projetos e modo de vida de seus pais, escolhendo o campo como lugar para viver e a agricultura como profissão. Mas é imprescindível que o governo do Estado, ajuste a sua política de formação escolar às necessidades das tendências econômicas em curso no meio rural brasileiro e implemente políticas públicas de incentivo à permanência dos jovens no meio rural”.
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