Assembleia Legislativa realizou sessão solene na última sexta-feira, às 20h, na Câmara Municipal de Jequié, para fazer a entrega do Título de Cidadão Baiano ao jornalista e radialista Ari Machado de Moura, um paraibano que chegou criança de colo na Bahia. Proponente da homenagem, o deputado Euclides Fernandes (PDT) lembrou a rara unanimidade obtida na votação do projeto de resolução que tornou “baiano” o jornalista multimídia, que atua na imprensa escrita, em emissora de rádio e também através de seu blog.
O presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, dirigiu a solenidade que teve as presenças de autoridades civis e militares de Jequié, de representantes dos meios de comunicação da região, de familiares e dos muitos amigos que Ari Moura conquistou ao longo da vida. Presentes os ex-deputados Raimundo Nonato Isaac Cunha, enquanto os deputados Roberto Brito (federal) e Sandro Régis mandaram representantes. Ele explicou que o deslocamento da Assembleia para o interior se integra no processo de abertura da Casa para a sociedade, como ocorre no programa Assembleia Itinerante – que, inclusive, já realizou uma sessão na cidade.
Para o deputado Marcelo Nilo isto permite uma oxigenação do Poder, possibilitando ao homenageado receber o título de cidadania junto a seus amigos e familiares que nem sempre podem se deslocar para Salvador.
SAUDAÇÃO
O plenário da Câmara Municipal de Jequié lotou com os muitos amigos, parentes e admiradores do jornalista Ari Moura. A Mesa de Honra dos Trabalhos foi integrada pelos deputados Marcelo Nilo e Euclides Fernandes, o superintendente Regional do Trabalho, Severiano Alves, os comandantes do 19º Batalhão da PM e do 8º Grupo de Bombeiros Militares, major Santana e tenente-coronel Carlos Miguel Filho e o ex-prefeito Reinaldo Pinheiro.
Após a execução do Hino Nacional, o deputado Euclides Fernandes fez o discurso de saudação ao novo “conterrâneo”, com um breve resumo de sua vida, frisando a defesa intransigente da liberdade de expressão e de um jornalismo isento, objetivo e voltado para os interesses maiores da Bahia e dos baianos. Informou que o jornalista Ari Moura trabalha e reside em Jequié desde os seis meses de nascido, filho de Alaíde Machado de Moura e de Manoel Moura vindos de Patos na Paraíba onde ele nasceu.
Explicou que o jornalista tem se destacado pela sua coragem, habilidade, transparência e honestidade sem nunca tirar o direito das pessoas que por ventura sejam citados em suas matérias de se defenderem quando é o caso de alguma acusação. “Ele sempre foi reconhecido pelo público das emissoras de rádio por onde passou em sua vitoriosa trajetória, como no jornal “A Folha” aonde exerce a função de editor, além de dirigir um blog que é um dos mais acessados da região, o arimoura.com.br”, frisou.
O deputado Euclides Fernandes acrescentou que foi por conta dos 36 anos de profissão, “e muito mais” que ele se fez merecedor da homenagem prestada pela Assembleia Legislativa. Para ele, Ari Moura passou a ser conhecido em toda Bahia e no Brasil sempre divulgando os acontecimentos do município de Jequié e região, tendo agora o justo e unânime reconhecimento da Bahia e dos baianos através de seus legítimos representantes.
AGRADECIMENTO
Depois do discurso, o presidente da Assembleia Legislativa convidou para participar do ato formal de entrega do diploma que efetivamente chancela ao ato a concessão da Cidadania Baiana, familiares do homenageado e o proponente Euclides Fernandes, um dos representantes da Cidade do Sol no parlamento estadual. Tal fato aconteceu sob forte emoção do homenageado.
O repórter veterano não resistiu e recebeu a “láurea” com a voz embargada. Ao agradecer a todos que lotaram as dependências da Câmara Municipal de Jequié dedicou o título ao seu pai Manoel Moura “seu grande herói e exemplo”. Ele aproveitou para reafirmar seus compromissos pessoais e profissionais com Jequié e região, afirmando que “espera que até o final de sua carreira possa ainda contribuir muito com a Bahia e com Jequié e fazer jus a uma homenagem tão elevada”.
Ari Moura salientou que “nasceu na Paraíba, mas se tornou um baiano por adoção, desde sempre”. Ele cresceu, estudou e constituiu família em Jequié, dedicando sua vida inteiramente ao jornalismo, buscando evidenciar problemas que afligem a população local e regional, tornando-se um profissional de imprensa reconhecido no interior baiano. Incansável batalhador, sempre buscou soluções para as necessidades de sua cidade adotiva e para a Bahia.
Disse ainda que sentia orgulho de ser conterrâneo, de fato e de direito, de “personalidades como Jorge Amado, Caetano Veloso, Lomanto Júnior, Anísio Teixeira e de tantos outros que contribuíram e contribuem para fazer uma Bahia melhor na cultura, na política, na educação”. Encerrou agradecendo a iniciativa do “conterrâneo” Euclides Fernandes e a todos os 63 deputados estaduais da Bahia através do presidente Marcelo Nilo, que os representou na oportunidade.
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