Em 30 anos de vida pública de vida pública do senador Otto Alencar, somente um setor prejudicado, segundo Euclides Fernandes (PDT): a medicina, “que perdeu um dos melhores ortopedistas, um dos mais qualificados” para a política. O elogio foi feito durante o discurso de saudação do pedetista, propositor da outorga da Comenda Dois de Julho. O parlamentar fez questão de elencar todas as funções desempenhadas por Otto, “em sua brilhante carreira iniciada efetivamente em 1987, quando foi eleito pela primeira vez para uma cadeira nesta Casa”.
“Seria exaustivo se discorresse sobre suas ações como integrante dos governos estaduais no período entre 87 e 2014”, ressaltou Euclides, afirmando que o senador “deixou seu nome registrado por todos os setores que coordenou e dirigiu, deixando sua marca de eficiência e qualidade por todos os lugares”.
A respeito da atuação no Senado, Euclides fez questão de salientar a ênfase que Otto tem dado à capoeira como um bem cultural e um esporte, chegando a defender sua inclusão como esporte na Olimpíada do Rio de Janeiro, e a defesa intransigente que faz da revitalização do Rio São Francisco.
Euclides reconheceu que a medalha oferecida soma-se a muitas outras condecorações por serviços prestados, mas “meu desejo é que esta comenda seja sempre o maior referencial nesta sua luta pela recuperação do Rio São Francisco”. O parlamentar citou todas as ações de Otto em prol do Velho Chico e conclamou a todos para se engajarem “nesta cruzada da salvação”, já que o rio está morrendo, tendo sua nascente secado pela primeira vez na história, ano passado.
Ao longo do seu pronunciamento, Euclides deixou a política de lado para falar sobre a sua amizade com o homenageado, além de peculiaridades da vida de Otto, que, por exemplo, teve sua vocação para a medicina despertada quando testemunhou o atropelamento do avô. “Hoje, além da carreira vitoriosa, tem uma construção que lhe enche de orgulho: a sua família formada por Márcia, sua esposa, e os filhos Otto, Daniel e Isadora”.
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