Os salões do palacete Góes Calmon, sede da Academia de Letras da Bahia, lotaram na solenidade de lançamento do livro “Poemas de Amor e Morte”, do professor, jornalista, escritor e acadêmico Ruy Espinheira Filho, que integra a coleção “Mestres da Literatura Baiana”. É o décimo volume dessa coleção publicada em regime de coedição pelas duas instituições que resgata obras relevantes de escritores notáveis fora de catálogo das editoras comerciais.
A plateia de acadêmicos (quase todos, destacando-se o ex-governador Roberto Santos), escritores, jornalistas, professores, estudantes e amantes da poesia se emocionou com a rápida fala de Ruy Espinheira sobre a gênese da obra, uma antologia enriquecida com inéditos, sobre os temas maiores na vida de qualquer pessoa. “O amor, pois não se vive sem amar ou perceber a presença desse sentimento, ou da morte, inelutável, que nos acompanha desde que tomamos consciência da vida”.
Ruy Espinheira parabenizou o presidente Marcelo Nilo pelo programa editorial do Legislativo e se declarou honrado em compor a coleção, embora, com humildade, não se considere um “mestre”.
O professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura da Assembleia, fez um breve pronunciamento historiando o processo que transformou um mero programa de marketing cultural em uma valiosa ferramenta de preservação e fomento da cultura da nossa terra. Colega, contemporâneo de Ruy Espinheira Filho na Universidade Federal da Bahia, quando foram diretores de unidades de ensino, Délio manifestou a admiração que nutre pelo poeta, cronista, ensaísta e prosador – a quem recorre sempre em busca de indicações para leituras.
Délio Pinheiro lembrou a origem da coleção “Mestres da Literatura Baiana”, um projeto do ex-presidente da Academia, Aramis Ribeiro Costa, o processo de seleção das obras publicadas e anunciou ter recebido da presidente Evelina Hoisel, para exame, os próximos títulos que serão editados: “Vila Nova da Rainha Doida”, de Guido Guerra, e “Vivente de Água Preta”, contos de Jorge Medauar. Aproveitou para registrar a sua alegria com a inclusão na prestigiosa coleção do “grande” Guido Guerra, seu amigo de infância, homem de letras e intelectual gabaritado com seu livro mais representativo.
Representando o presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, que estava em sessão de votação na Assembleia, o professor Délio Pinheiro reafirmou a perenidade do convênio que une as duas instituições e o apoio à coleção “Mestres da Literatura Baiana” programada para 20 volumes – o projeto mais ambicioso das iniciativas editorias da Assembleia Legislativa que não sendo editora, só nos oito anos da presidência de Marcelo Nilo trouxe a lume 154 livros, tendo cerca de 20 prontos para lançamento ou em fase final de impressão.
Por seu turno, a presidente Evelina Hoisel registrou a compreensão que têm da importância cultural da coleção e a sua disposição de trabalhar para concluí-la em sua gestão. Fez também uma análise da importância de Ruy Espinheira Filho para a poesia brasileira contemporânea, a singularidade de sua escrita e do seu talento e do prazer que sentia em dirigir aquela solenidade. Ela agradeceu à Assembleia Legislativa e a seu antecessor no período 2011-2015, Aramis Ribero Costa, pela criação desse virtuoso resgate de livros caros à Bahia e aos baianos.
A solenidade de lançamento iniciada pouco depois das 18h só foi encerrada após as 21h, por conta da longa fila que se formou no salão nobre do Palacete Góes Calmon que teve seus limites ultrapassados, fila invadiu a sala anterior.
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