O lançamento do livro “Francisco Pithon – O Cinema na Bahia”, um perfil biográfico, escrito pelo jornalista Flávio Novaes, para a coleção “Gente da Bahia”, movimentou o circuito cultural de Salvador no último sábado, dia 15. Cerca de 250 pessoas prestigiaram o evento e foram ao Itaú Cultural, no local do antigo cine Guarany, um dos muitos cinemas idealizado e dirigido pelo biografado, onde Flávio Novaes autografou a obra.
Compareceram jornalistas, acadêmicos, professores, intelectuais e familiares do biografado e do autor, que autografou ininterruptamente, das 17 às 20h10, em uma mesa adornada com o busto em bronze de Francisco Pithon. Uma longa mesa foi colocada no saguão de lançamentos com uma dezena álbuns de fotografias do empresário e cinéfilo em diversas etapas da vida.
Seja junto a cinemas que dirigiu, adaptou ou construiu, ou de estrelas da sétima arte – bem como de lançamentos de filmes famosos. E também de ações de caridade que liderou e de outros negócios em que foi igualmente pioneiro na Bahia, pois Francisco Pithon, ensina Flávio Novaes, foi um visionário que uniu a capacidade de sonhar, seu amor pelo cinema, com o talento de empreendedor responsável por trazer inovações importantes para o circuito exibidor de Salvador.
Novidades, continua ele, como o “ar-renovado”, telas em cinemascope ou cinerama, além de salas construídas com o que havia de melhor em termos de acústica e revestimentos. Prédios projetados ou reformados para oferecer conforto e o melhor que a técnica cinematográfica dispunha entre as décadas de 1930 e 1970 (começo), completou Flávio Novaes.
O professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura do Legislativo, disse que o trabalho sobre Francisco Pithon se enquadra exatamente no escopo da coleção “Gente da Bahia” que reverencia a vida e obra de baianos notáveis nos mais variados ramos da atividade humana – resgatando do esquecimento pessoas notáveis, a exemplo do maior exibidor que a Bahia já teve. A preservação da nossa memória recente, acrescentou, é uma preocupação permanente do presidente do Legislativo, deputado Marcelo Nilo, patrono dessa tão importante coleção, agora com 32 volumes lançados.
Entende o deputado Marcelo Nilo, frisa Délio Pinheiro, que além de cumprir com suas obrigações básicas de legislar e fiscalizar os demais poderes, o Legislativo tem o dever de preservar a história. Entre as obras lançadas durante a gestão de Nilo, estão: Tempos Temerários, de Nestor Duarte; Cascalho, do membro da Academia Brasileira de Letras, Herberto Sales; a biografia de Rui Barbosa, escrita pelo também acadêmico, Luis Viana Filho, O Chefe Horácio de Matos, de Américo Chagas, O Estranho Mundo dos Cangaceiros, de Estácio de Lima.
Foram à festa de lançamento, seus filhos, Antônio e Mário Pithon, os netos, Rogério, Thiago, Alessandro e Rogério. Na ocasião, Mario Pithon representou o presidente da Fieb, Antonio Ricardo Alban. Também marcaram presença o presidente da CBPM, Alexandre Brust; o diretor da CBF, Virgílio Elísio; o diretor do Espaço Itaú de Cinema, Cláudio Marques, e o colunista Jacques de Beauvoir. Enfermo, não pode comparecer o arquiteto e homem do futebol, ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Antonio Pedreira Pithon, também filho de Francisco Pithon.
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