Considerado “o homem” do cinema baiano entre as décadas de 1930 e 1960, Francisco Pithon é o mais novo personagem retratado pela Coleção Gente da Bahia, programa editorial da Assembleia Legislativa. Escrita pelo jornalista e advogado baiano Flávio Novaes, a biografia de Pithon será lançada neste sábado, dia 15, a partir das 17h, no espaço cultural Itaú (Praça Castro Alves).
No livro, Novaes vai transportar o leitor à época de ouro das exibições cinematográficas da Bahia. Como escreveu o jornalista Alexandre Lyrio, no prefácio da obra, ele “vai se sentir em uma das disputadas salas de projeção dos cine Pax, Guarany, ou qualquer um dos gigantes do centro da cidade”.
REVOLUÇÃO
De acordo com o autor da biografia, Francisco Pithon promoveu uma revolução cultural e empresarial em Salvador, ao reformar e construir dezenas de salões de projeções teatro cinematográficas. Jandaia, Guarany, Itapagipe, Liceu, Popular e tantas outras salas só existiram graças à visão empresarial e capacidade administrativa do exibidor baiano.
“Escrever sobre a trajetória de Francisco Catharino Pithon significa atravessar a Salvador da metade do século passado, conhecendo as principais intervenções viárias, a influência da Igreja Católica, as manobras políticas e, principalmente, vivendo cinema”, observou Flávio Novaes, na apresentação do livro. “Inesquecível para aqueles que frequentavam as principais salas, do gigante Jandaia ao moderno Guarany, Pithon era um super-herói”.
PROGRAMA
Criado na década de 1990 pelo então presidente Antonio Honorato, o programa editorial da Assembleia Legislativa ganhou força com o passar dos anos. Para se ter uma ideia, nas gestões do presidente Marcelo Nilo, a Assembleia publicou mais de 150 volumes. Só da coleção Gente da Bahia, iniciada com a biografia do artista plástico argentino Carybé, foram mais de 40 obras lançadas. E, pelo menos, outros oito livros estão sendo finalizados.
“O que foi idealizado como mera ferramenta de marketing cultural, ao longo do tempo ganhou musculatura (na presidência de Clóvis Ferraz) e se tornou um sólido programa cultural que resgata títulos importantes fora dos catálogos das editoras comerciais. Louva a memória de vultos históricos, fomenta a literatura abrindo espaço para autores inéditos e oferece uma gama de informações indisponíveis para os jovens”, observou Marcelo Nilo.
Para o parlamentar, além de cumprir com suas obrigações básicas de legislar e fiscalizar os demais poderes, o Legislativo tem o dever de preservar a história, sendo esse um compromisso da Mesa Diretora e do conjunto dos deputados estaduais. Entre as obras lançadas durante a gestão de Nilo, estão: Tempos Temerários, de Nestor Duarte; Cascalho, do membro da Academia Brasileira de Letras, Herberto Sales; a biografia de Rui Barbosa, escrita pelo também acadêmico, Luis Viana Filho, O Chefe Horácio de Matos, de Américo Chagas, O Estranho Mundo dos Cangaceiros, de Estácio de Lima, entre outros.
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