Servidores do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) reclamam das condições de trabalho. Segundo os trabalhadores, o governo está provocando desmandos na política ambiental da Bahia, desqualificando as estruturas estaduais e o corpo técnico do Inema. A denúncia foi feita na reunião de ontem da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, que é presidida pelo deputado Marcell Moraes (PV).
Segundo César Ribeiro, funcionário do Instituto, há um desmonte da gestão ambiental e dos recursos hídricos no estado e no país. A falta de participação popular também foi criticada pelos servidores, que, segundo eles, foi descaracterizada pela pasteurização das audiências públicas e o enfraquecimento do Conselho Estadual de Meio Ambiente.
“É grave ver legalizada neste Estado a flexibilização dos instrumentos de gestão ambiental, a exemplo da isenção de licenciamento para agricultura e pecuária extensiva, e o excesso de autorizações para supressão de vegetação nativa que potencializa desmatamento insustentável”, disse.
O deputado Adolfo Viana (PSDB) aproveitou a presença dos servidores e perguntou sobre a solicitação da comissão em relação as empresas que podem captar água do rio Joanes. Segundo o parlamentar, há mais de 2 meses foi feita a solicitação e os parlamentares não obtiveram resposta.
Na “carta aberta à sociedade”, assinada por quatro associações sindicalistas, os servidores destacaram a alta rotatividade de diretores, o que ocasionou estagnação das ações de gestão florestal e da proteção da fauna silvestre.
Por causa da atual política de meio ambiente, foi detectada a fragmentação e esfacelamento da análise e gestão das outorgas, bem como atraso nos planos de bacia e enquadramento de corpos d´água, que poderá comprometer a disponibilidade hídrica para os usuários e agravar a crise hídrica.
Marcelino Galo, da base governista, se colocou para intermediar a discussão entre os servidores, a comissão, o secretário de Meio Ambiente e a diretoria do Inema. Está prevista a presença do secretário Eugênio Spengler na próxima reunião do colegiado, quando se poderá discutir os temas gerais sobre o meio ambiente e os temas específicos dos servidores e dos parlamentares.
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