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AL reverencia memória de Jorge Calmon

Publicado em: 12/08/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Mesa dos Trabalhos foi composta por representantes de diversos segmentos da sociedade
Foto: Neusa Menezes/Agência-Alba

A memória e o legado do jornalista Jorge Calmon foram reverenciados na manhã de ontem, em concorrida sessão solene da Assembleia Legislativa, que encerrou a comemoração do centenário de nascimento. Familiares, amigos e admiradores do “doutor Jorge” dividiram o plenário com parlamentares e autoridades numa festa tocante, culminada com a inauguração de placa denominando como “Jornalista Jorge Calmon”, o moderno equipamento localizado no Edifício Senador Jutahy Magalhães.

Em discurso, o presidente Marcelo Nilo explicou que a homenagem atendia a pleito do amigo, jornalista Samuel Celestino, “discípulo e admirador de Jorge Calmon, e referência da imprensa baiana atual. Coube-lhe expressar em nome da Casa a admiração de seus pares pela vida exemplar do homem raro que foi Jorge Calmon, “o melhor que a elite cultural e política de qualquer país poderia produzir”.

Ele traçou o perfil do homem de maneiras e pensamento sóbrios, detentor de cultura invejável que consolidou o jornal “A Tarde” criado por Simões Filho. “Talvez tenha sido o baiano de maior prestígio de sua época, sem deixar de ser uma pessoa afável, acessível e comprometida com a sua gente e com sua terra”, frisou. Marcelo Nilo convidou parlamentares, filhos, genros, noras e netos de Jorge Calmon e os integrantes da mesa para o descerramento que precedeu o agradecimento emocionado de Jorge Calmon Filho em nome da família.

Filho caçula, quando nasceu o pai já era um grande homem, mas seria ainda maior para seu espanto, que em princípio não reconhecia no pai amoroso, presente, preocupado com a educação e no esposo exemplar, o cidadão modelo que foi o doutor Jorge. Tanto que Jorge Filho, a quem coube a responsabilidade de ostentar o nome célebre (repassando-o ao próprio filho, Jorge Calmon Neto), revelou que às vezes retorna em devaneios ao passado para melhor compreender a importância do pai, que viveu uma vida que merecia ser vivida. 

Ele discorreu sobre cargos públicos, associativos, atividades filantrópicas, campanhas encetadas e condecorações recebidas por doutor Jorge Calmon até o seu falecimento em 2006. Emocionou-se e emocionou ao falar do golpe que foi a perda de uma filha, Maria Romana, e a citar os amigos de décadas do doutor Jorge. Abrindo um parêntese para frisar a comunhão “especial” que o unia a Samuel Celestino. Lembrou ainda a publicação na coleção Gente da Bahia, do perfil “Jorge Calmon, Mestre de Jornalismo”, e leu trechos de depoimentos da professora Consuelo Pondé de Sena, dos jornalistas Afonso Maciel Neto, Tony Pacheco e Samuel Celestino sobre seu pai. Além de Jorge Filho, compareceram todos os seus irmãos, cunhados e cunhadas, e dez dos 12 netos de seu pai. Na mesa de honra, o ex-governador Waldir Pires, o jornalista André Curvelo representando o governador Rui Costa, e o presidente da ABI, Walter Pinheiro, entre outras personalidades.





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