A Assembleia Legislativa prestou homenagem à memória do sindicalista Paulo Roberto Colombiano e de sua esposa, Catarina Galindo, assassinados há cinco anos, em sessão especial na última sexta-feira, dia 7. Na ocasião, também foi cobrada ainda celeridade na punição dos culpados. Paulo Roberto Colombiano dirigiu o Sindicato dos Rodoviários, entidade que teve muitos de seus dirigentes presentes na homenagem. O evento foi solicitado pelos três integrantes da bancada do PC do B, os deputados Bobô, Fabrício Falcão e Zó.
Na mesa de honra dos trabalhos os deputados Bobô e Zó, além os deputados federais Daniel Almeida (PC do B) e Davidson Magalhães e do defensor público Ulisses Monteiro. Presentes ainda o vereador também do PC do B, Everaldo Augusto, o representante da OAB, Jefferson Braga; o diretor da Sudesb, Elias Dourado; o presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza; o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira; a representante da CTB, Rosa de Souza; e os dirigentes do PC do B, Péricles de Souza e Geraldo Galindo – irmão de uma das vítimas, Catarina Galindo.
Durante os trabalhos foi exibido emocionante vídeo, em que através de versos a saga dos homenageados foi relatada. Os versos foram declamados por seu autor Iang Mendes, vizinho há por duas décadas das vítimas. Militantes há mais de 20 anos do PC do B, Colombiano e Catarina atuavam no movimento social e sindical. Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários. Segundo a polícia foram exatamente as atividades desenvolvidas na entidade que motivaram o crime. O dirigente estava investigando uma suspeita de fraude em um contrato com o plano de saúde do sindicato, de responsabilidade da empresa MasterMed.
O deputado Bobô contou que, segundo inquérito policial entre 2005 e 2010, os desvios da empresa já chegavam a R$ 35 milhões. Os donos da MasterMed, o oficial aposentado da PM Claudomiro César Ferreira Santana e o médico Cássio Antônio Ferreira Santana, que são irmãos, são acusados de serem os mandantes do crime. A execução teria sido feita pelos funcionários, identificados como Daílton Jesus, Edilson Araújo e Wagner Souza. Os irmãos chegaram a ser presos, mas ganharam liberdade tempos depois.
No ano passado, a Justiça chegou a anunciar que os réus iriam a júri popular, mas os acusados recorreram da decisão e, até o momento, o júri ainda não foi marcado. “A luta objetiva que o Tribunal de Justiça da Bahia acelere a análise dos recursos para que o processo seja concluído e os assassinos, presos”, afirmou o deputado Zó, que foi o segundo a se pronunciar, reiterando que o partido, familiares e o movimento sindical cobram que o Tribunal de Justiça da Bahia acelere a apreciação dos recursos.
O deputado federal e presidente do PC do B, Daniel Almeida, contou que Colombiano combinava a direção da luta sindical com a luta política mais geral. “Estava em todas as lutas democráticas da sociedade e dos trabalhadores, sempre com a bandeira do PC do B nos eventos”, disse Almeida. O deputado comunista afirmou que não se pode permitir mais impunidade e deixar que calem a voz de lutadores sociais como Colombiano e Catarina. “Saudamos a ação rápida da polícia para identificar culpados e exigimos agilidade do Judiciário. Quando se quer, julga-se rápido, como no caso do Cabula para inocentar quem não deveria. Não vamos nos calar”, completou Daniel Almeida.
Geraldo Galindo, irmão de Catarina, elogiou a iniciativa da AL ressaltando a legitimidade da homenagem aos dois militantes que pagaram com a vida por defenderem causas nobres “Eram dois abnegados militantes do PC do B. As primeiras prisões aliviaram a dor da família e damos parabéns à polícia pelo trabalho feito. Mas não é fácil vê-los livres, desfrutando de benesses, enquanto a família sofre” disse Galindo. Falaram ainda o vereador Everaldo Augusto, o presidente do sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, e o deputado federal Davidson Magalhães.
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