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Homenageado agradece título com bom humor

Publicado em: 27/10/2005 21:42
Editoria: Diário Oficial

Umberto Costa: "Com a devida vênia e respeito ao decoro parlamentar, não dá para esconder, senhor presidente: tá rebocado e piripicado como eu estou muito orgulhoso"
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"Com a devida vênia e respeito ao decoro parlamentar, não dá para esconder, senhor presidente: tá rebocado e piripicado como eu estou muito orgulhoso". A frase foi dita ontem por Umberto Raimundo Costa, diretor executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ao agradecer pelo título de Cidadão Baiano concedido a ele pela Assembléia Legislativa. O dirigente  não poupou palavras para registrar a satisfação com a homenagem e, em seu pronunciamento, falou das pessoas importantes em sua vida, de outros alagoanos ilustres e não esqueceu de citar as iniciativas da CAR.

Nascido na cidade de Penedo, em Alagoas, já perto da faz do Rio São Francisco, Umberto contou uma breve história da Bahia, sob o prisma do ribeirinho, e abriu um espaço entre os agradecimentos para demonstrar verdadeira revolta e preocupação com o projeto de transposição do Rio São Francisco. Ele classificou a intenção do governo de sandice e definiu o projeto como "inadequado, inoportuno, insustentável e reprovado por todo e qualquer indivíduo ou instituição, nacional ou internacional, que se paute pelo rigor técnico, pelo bom senso e pela boa intenção".

Foi a primeira vez que recebeu calorosos aplausos da audiência.  Ele fez questão de registrar seu reconhecimento pelo trabalho dos que lutam pela revitalização e preservação do rio. "A batalha contra este atentado ambiental é de todos nós, é da Bahia e é também de Penedo, que se recusa a trocar o doce e sagrado beijo das águas do São Francisco, por qualquer salmoura que suba foz acima sobre seu histórico território", disse.

Umberto nominou todos os alagoanos que também receberam o título baiano, a exemplo do cardeal Brandão Vilela e, mais recentemente, Carlos Gilberto Farias, dirigente da Agrovale. Fez menção especial à família, citando os filhos, os pais, irmãos, amigos, colegas de trabalho, não esquecendo de homenagens póstumas, a exemplo do ex-secretário Luciano Santos, "que muito me apoiou e estimulou, inclusive tirando meus medos iniciais", quando assumiu a CAR.

Neste aspecto, ele disse que foi um momento de demonstração de confiança de que ele mais se orgulha: após ter atuado na CBPM e CPRM foi chamado pelo governador Paulo Souto para dirigir a CAR, entregando a "um rematado ignorante em questões de combate à pobreza, desenvolvimento urbano, reforma agrária e desenvolvimento rural sustentável". Mas, continuou, o combate à pobreza na Bahia, do qual a CAR "é executora de diversos projetos, é referência nacional e internacional em pioneirismo e em execução modelar".

Ele lembrou o Fundo de Combate à Pobreza, "relatado e formatado com brilhantismo nesta Casa por seu atual presidente, deputado Clóvis Ferraz, e competentemente gerido pela Secomp". Citou também os programas Produzir e Gavião, que têm ampla repercussão no sertão. Na contabilidade da CAR, são 143 mil famílias que passaram a contar com pequenas indústrias comunitárias a partir desses programas; 140 mil famílias que tiveram acesso a tratores, 92 mil famílias com acesso à água, 36 mil famílias com instalações sanitárias domiciliares, 33 mil casas com ligações elétricas e 30 mil residências com kits de energia solar, entre outros números apresentados por Umberto.

"Reconheço neste magnífico trabalho da CAR a fonte motivadora do nobre deputado Gildásio Penedo Filho", disse, agradecendo particularmente o governador  que "concedeu a oportunidade e o privilégio de dirigir a empresa".

 



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