A cidade de Cruz das Almas, famosa pelos festejos juninos, deu mostras de quanto é querida na Assembleia Legislativa. A passagem do aniversário de 118 anos de emancipação política, no dia 29 de julho, foi lembrada por nada menos que seis deputados. Alan Castro (PSD), Bira Corôa (PT), Fabíola Mansur (PSB), Pedro Tavares (PMDB), Robinho (PP), Tom Araújo (DEM), Adolfo Viana (PSDB) e Marcell Moares (PV) apresentaram moções de congratulações à população do município.
A história do município e o São João foram lembrados por todos os parlamentares. “O São João de Cruz das Almas é um dos maiores do Brasil”, contou, por exemplo, o democrata Tom Araújo. “Nesta época, a cidade chega a receber mais que o dobro de sua população, ficando até com mais de 150 mil habitantes. Também possui vários eventos de grande expressão, tanto na música secular, quanto em eventos gospeis, que atrai milhares de pessoas de outras cidades”, acrescentou ele.
Já Pedro Tavares observou que a cidade é sede da reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), além de abrigar grandes centros de pesquisa agrícola como Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical destacando-se como um polo regional de tecnologia. Segundo ele, Cruz das Almas destaca-se também na região por ter sua economia bem definida em todos os setores, principalmente reconhecida no setor primário voltado para agricultura. “Sua agricultura é muito famosa na região, e destaca-se com o comércio do fumo”.
Na moção que apresentou, Fabíola Mansur resgatou um pouco da origem da cidade do Recôncavo baiano. “Os primeiros povoadores do município procederam de São Félix e Cachoeira, no século XVIII, atraídos pela boa qualidade do solo. Sabe-se que dentre os principais pioneiros, se acham as tradicionais famílias Batista de Magalhães e Rocha Passos, ambas brasileiras e descendentes de portugueses”, observou.
Ela acrescentou que os precursores estabeleceram plantação de cana-de-açúcar, fundaram engenhos e iniciaram a construção do arraial no grande planalto, à margem da estrada real que, partindo de São Félix se dirigia ao Rio de Contas e em seguida para Minas Gerais e Goiás.
A criação do município também foi tratado na moção apresentada por Robinho. Ele relatou que Cruz das Almas virou município em 29 de julho de 1897, através da Lei Nº 119. Robinho observou ainda que Cruz das Almas é limitado pelos municípios de Muritiba (Norte), São Felipe (Sul), São Félix (Leste) e Sapeaçu (Oeste).
“Duas versões explicam a origem do nome da cidade: a primeira atribui à existência de um cruzeiro na antiga Estrada de Tropas, onde o povo se reunia à noite para fazer novenas, invocar os santos e rezar pelas almas dos seus mortos. A segunda versão diz que alguns fundadores da vila, portugueses, teriam batizado com o nome de sua terra de origem, a Cruz das Almas Lusitana”, acrescentou o deputado Alan Sanches, em sua moção de congratulações.
Bira Corôa, por sua vez, destacou as lavouras laranja, limão tahiti, mandioca e, sobretudo, o fumo. “O município possui várias indústrias e distribuidoras nacionais que exportam seus produtos para vários países”, continuou Bira, no documento, acrescentando: “A cidade é conhecida por ser apelidada de 'Capital do Fumo' por ser a maior produtora de tabaco da Bahia e possuir muitas indústrias voltadas para a cultura do fumo. A cidade também é uma das maiores exportadoras de fumo da América Latina, distribuindo mais de 1000 toneladas do produto a diversos países”.
Viana ressalta que “Cruz das Almas tem, aproximadamente, 63 mil habitantes e sua economia é voltada para indústria e agricultura, em destaque para a plantação de laranja, limão, mandioca e principalmente, o fumo, pois, Cruz das Almas é conhecida como a 'Capital do Fumo', por ser a maior produtora de tabaco na Bahia e uma das maiores exportadoras de fumo na América Latina”.
Já Marcell Moares “diz a lenda que o nome Cruz das Almas faz referência aos antigos tropeiros que passavam pela região e que, ao chegarem na antiga vila de Nossa Senhora do Bonsucesso, paravam no centro da vila diante da cruz em frente à Igreja Matriz e rezavam para as almas dos mortos. Há também quem diga que o nome advém dos portugueses, que, com saudades da terra natal, batizaram o espaço com o nome da cidade de Cruz das Almas”.
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