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Legislativo sedia seminário

Publicado em: 24/07/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Encontro debateu "Promoção da Equidade de Gênero e de Raça no Estado da Bahia"
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O auditório da Assembleia Legislativa foi palco do Seminário “Julho das Pretas: Promoção da Equidade de Gênero e de Raça no Estado da Bahia”, organizado pelas Secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e da Cultura (Secult), por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). O evento aconteceu na tarde de ontem, com a presença das secretárias de Estado Vera Lúcia Barbosa e Olívia Santana; alé da deputada Fabíola Mansur (PSB); Anhamona de Brito, superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS; Ubiraci Matilde, representante da Secretaria de Saúde; Cleia Santos, procuradora do Estado; capitã da PM/BA Denice Santiago; Deyse Luciano Santos, representando a Secretaria de Educação; e Marta Rodrigues, presidente do PT de Salvador.

O evento começou na rampa oficial de acesso à Casa Legislativa, num ato de sensibilização sobre a ocupação dos espaços de poder pelo segmento feminino. “Esta caminhada simbólica demonstrou que precisamos de mais mulheres negras no Parlamento, precisamos mudar essa realidade dura da falta de equidade”, defendeu a presidente da Comissão de Direitos da Mulher da AL, Fabíola Mansur.

O seminário faz parte do conjunto de mobilizações alusivas ao dia 25 de julho, Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha”, celebrado em todo o mundo. A data foi instituída em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governos têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, levando em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres. 

“Precisamos estabelecer agendas comuns sobre o que afeta as mulheres negras, daqui, da Argentina, da Jamaica, precisamos debater e o governo precisa manter essa transversalidade. Não podemos aceitar ainda hoje a opressão, o racismo. O Olho do Estado tem que estar atento”, disse Olívia Santana, destacando que 20 % das mulheres negras exercem serviços domésticos com baixos salários. A secretária Olívia Santana disse que só com o poder da militância as coisas poderão mudar.

Para a secretária Vera Lúcia Barbosa, as atividades do Julho das Pretas é para celebrar conquistas e dar visibilidade às lutas das mulheres negras.








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