Os municípios de Lamarão, Santaluz, Ipecaetá e Mascote fizeram aniversário de emancipação política este mês e foram homenageados, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Tom Araújo (DEM). Em moções apresentadas no parlamento estadual, o deputado democrata contou um pouco das histórias de cada um dos quatro municípios e se congratulou com os moradores locais.
Lamarão completará 53 anos de emancipação no dia 20 de julho. Habitado inicialmente pelos índios Biritingas, o sítio onde hoje se ergue Lamarão tem como primeira referência de presença branca o estabelecimento dos irmãos Antônio e José Celestino de Oliveira. Eles construíram moradia em ponto que mais tarde viria a ser povoado de tropeiros e viajantes que, na época, se deslocavam de Nova Rainha (atual cidade de Senhor do Bonfim) para Santo Amaro, transportando mercadorias para vender.
“O povoado foi elevado à categoria de distrito em 1922. Já o município foi criado de um território desmembrado de Serrinha, por lei estadual de 20 de julho de 1962”, afirmou Tom Araújo, acrescentando que, na economia do município, destaca-se a agricultura de subsistência e criação de gado bovino.
Também homenageado pelo deputado, Santaluz chega aos 89 anos de emancipação política no dia 18 de julho. De acordo com Tom, a sede municipal de Santaluz se originou, no século passado, de uma estação ferroviária da Leste Brasileiro, obra implantada em local onde havia uma aglomeração de casas, dentro da Fazenda Santa Luzia, no município de Queimadas.
“Com a inauguração e utilização frequente da estação, formou-se um arraial, sendo edificadas casas residenciais e comerciais”, contou ele, no documento. “O município foi criado com a denominação de Santa Luzia e o território foi desmembrado do município de Queimadas por Decreto Estadual de 18 de Julho de 1935. Em 1943 o topônimo foi alterado para Santaluz”.
A cidade de Santaluz está situada a 258 km da capital, com mais de 36 mil habitantes e uma vegetação predominante de caatinga. Tem como único distrito, Pereira, e dezenas de povoados. Na agricultura, informou Tom, Santaluz se destaca com a produção de sisal, milho, feijão, mandioca, goiaba e hortaliças. Na pecuária, os rebanhos bovinos de leite e corte, ovinos, caprinos, asininos, muares, galinhas caipira de postura e frango são os mais expressivos.
Já Ipecaetá festejará 53 anos de fundação no dia 19 de julho. A história do município também foi contada por Tom Araújo e começa com os primeiros habitantes do Vale do Paraguaçu até a Serra do Sincorá. “ Lá habitavam os povos gentios Caytytés e Payayás”, escreveu o parlamentar. Por volta de 1655, acrescentou ele, João Peixoto Viegas recebeu de Portugal uma concessão de terras que ficou conhecida como “Morgadio da Casa de João Peixoto Viegas das Itapororocas” e por lá construiu a capela de São José das Itapororocas, hoje distrito de Maria Quitéria, município de Feira de Santana.
Ainda segundo Tom, os índios Ipecas ramificados dos Payayás, habitavam o Vale do Curumataí, na região de Patos, onde foram castigados e escravizados. “Como era um aldeamento pequeno e ali existiam muitos patos silvestres, os indígenas dessa região receberam o nome de Ipecas que, na língua Tupy significa 'patos'. Por isso, a região que hoje se localiza o município de Ipecaetá, ficou conhecida como 'os patos'”, explicou ele.
Por fim, Tom Araújo rendeu homenagens ao município de Mascote que foi criado no mesmo dia Ipecaetá (19 de julho) e também vai comemorar 53 anos de fundação. Ele explicou que Mascote nasceu de um aglomerado urbano às margens do rio Pardo. Os primeiros habitantes do município de Canavieiras - ao qual Mascote pertenceu por longo tempo - eram descendentes, em sua maioria, de portugueses que lá se estabeleceram nas primeiras décadas do ano de 1700.
“Em decorrência de existência de terras férteis às margens do rio Pardo, aqueles aventureiros iniciaram a exploração da cana-de-açúcar e do cacau, atividades agrícolas de maior evidência na época”, continuou ele na última moção apresentada na AL. Segundo Tom, o crescimento das áreas exploradas tornou inevitável a formação de aglomerados urbanos que se transformaram, mais tarde, em pequenos povoados.
“Mascote se destacou em relação aos demais por possuir um desenvolvimento mais acentuado em termos econômicos e foi elevado em 8 de agosto de 1936 à categoria de distrito. Mas foi através da Lei Estadual de 19 de julho de 1962 que o município de Mascote foi criado com território desmembrado de Canavieiras”, concluiu o parlamentar.
REDES SOCIAIS