Os 89 anos de emancipação política de Uauá foram lembrados pela deputada petista Fátima Nunes. Em moção de congratulações, ela destacou a data de fundação da cidade “conhecida nacionalmente como a Capital do bode”. Uauá já foi povoado de Monte Santo e “passou por vários momentos históricos, como a passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que ficou hospedado na casa de Roque Ferreira” (filho de Davi Ferreira, primeiro morador do lugar). Uauá também foi palco da primeira batalha da Guerra de Canudos”. Hoje a cidade conta com uma população estimada 27 mil habitantes.
Na moção, a deputada descreve todo o processo de criação e evolução do município, cujas terras “pertenciam à Casa da Tôrre, do bandeirante e colonizador do sertão Garcia D´Ávila. De lá saíram "bandeiras" para desbravar as matas da Bahia, fazendo nascer comunidades precursoras”. Uauá, que significa “pirilampo na língua tupi-guarani”, em novembro de 1896, “em pleno florescimento, serviu de acantonamento a uma Companhia de 9º Batalhão de Infantaria do Exército Nacional, que rumava para Canudos, comandada pelo 1º tenente Manoel Pires Ferreira.
A tropa foi atacada por partidários de Antônio Conselheiro e quase totalmente dizimada no primeiro combate travado com aqueles sertanejos. Em 1905, recuperada dos danos sofridos pela Companhia de Canudos, a localidade de Uauá foi elevada à categoria de arraial”. “A Lei estadual 1.866, de 9 de julho de 1926, elevou sua sede à categoria de vila, criou o município com a mesma denominação e com território desmembrado de Monte Santo, ocorrendo sua instalação a 28 de setembro do mesmo ano”.
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