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Assembleia homenageia Igreja Apostólica Independente

Publicado em: 20/06/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Fabíola ressaltou a tolerância da Igreja Apostólica diante de membros de religiões afrobrasileiras.
Foto: Carlos Amilton/Agência-Alba
“Essa Igreja em sua formação inicial teve a motivação de separar a Igreja do Estado. E prega o respeito ao convívio, ao ser humano, às diferenças, às manifestações de fé debaixo do mesmo Deus”, afirmou a parlamentar Fabíola Mansur (PSB), ao abrir a sessão especial em homenagem a Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil, nesta sexta-feira (19).

Fabíola Mansur, que requereu a homenagem, ressaltou que o objetivo é promover a integração social e religiosa. Para ela, a Igreja precisa sair para além de seus muros, e ir ao encontro do próximo, que carece de amor. “Seus termos de fraternidade são livres, amplos e generosos, como os de Cristo”.

A Igreja Católica Apostólica Independente é um segmento do cristianismo de base evangélica, que valoriza a sucessão apostólica histórica e a legítima tradição apostólica, que se pode provar biblicamente e que não se contradiga aos ensinos contextualizados nos Evangelhos Canônicos. Durante a manhã de homenagens, os presentes no Plenário puderam conhecer os preceitos, o trabalho social e a história da denominação religiosa. Os presentes também conheceram a história do catolicismo livre no Brasil.

Participaram do evento a deputada petista Maria del Carmen; Anorailton Conceição dos Santos, juiz da Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento da Conceição da Praia; Josinaldo Cardoso Braz, babalorixá de cultos afro brasileiros; o vereador de Salvador, Odiosvaldo Vigas; o pastor Daniel Costa, da Igreja Batista El Shaday; padre Marcio Tranquilli, presidente da Associação de Igrejas Católicas Nacionais; padre Oseas Nascimento, pároco da Igreja de Nossa Senhora da Boa Vista; e Maria das Graças Silva, representante dos pontos de cultura da Bahia.

HISTÓRIA

A Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil, fundada por dom Salomão Ferraz em 1930, nasceu com o desejo de separar a Igreja e o Estado, em um período no qual o Brasil passava por momentos de forte turbulência política. Surge inicialmente com o nome de Igreja Católica Livre no Brasil, trazendo os anseios de liberdade e uma fé superior a qualquer tipo de tutela política nacional ou internacional, além de celebrar as missas em português. 

O verdadeiro sentido da Igreja Livre é o Cristo livre, vivo, real, presente no meio de nós. Este movimento que mais tarde daria origem a Igreja Católica Apostólica Independente, era um movimento que explodia no mundo inteiro, com forte apelo de um cristianismo livre das amarras políticas e econômicas das potências religiosas.

Sobre a homenagem recebida na Assembleia Legislativa, o padre Oseas Araujo falou que é a primeira vez que a Igreja Nacional recebe homenagem na Casa Legislativa, “um dia histórico”. Segundo o padre, um reconhecimento legítimo.

LUTA

A deputada Fabíola Mansur ressaltou que a Igreja se destaca na defesa das liberdade, a exemplo da aceitação de outras religiões, como o candomblé, e aceitação de qualquer orientação sexual, inclusive com trabalhos voltados à compreensão do assunto e realizam casamento de pessoas divorciadas.

O celibato também é uma questão obrigatória na Igreja Romana, na Igreja Independente é uma alternativa. O padre Oseas Araujo denunciou que já foi discriminado em evento sobre a intolerância religiosa. Os integrantes da religião são conscientes sobre as dificuldades de aceitação da igreja, para Marcio Tranquilli, o caminho é árduo, mas que a ideia é difundir o amor. 

A religião também é conhecida pelo seu trabalho social. Entre as ações, a conquista de parcerias para a implantação do Projeto Alegria de Viver, que promove cursos de qualificação profissional, como turismo sustentável e artesanato, para a qualificação profissional. A Igreja também realiza feiras de saúde nas comunidades.



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