A Bahia deverá sediar 10 partidas dos jogos olímpicos ano que vem, tem desafios a vencer, mas o sistema de esporte e lazer está funcionando e, apesar do orçamento insatisfatório, tem avançado. Este foi o tom que marcou a apresentação do diretor geral da Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), Elias Nunes Dourado, ontem à Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, em seguimento ao plano de ação de convidar entidades e gestores para compor o panorama atual do esporte na Bahia. No plano governamental, a Sudesb enfrenta desafios, mas registra também avanços significativos, como, por exemplo a aderência de novas empresas ao FazAtleta, a lei de incentivo estadual em favor do desporto. Somente nestes primeiros meses do ano já foram aprovados 52 projetos que somam R$ 1,34 milhão. O FazAtleta, Programa Estadual de Incentivo ao Esporte Amador Olímpico e Paraolímpico, vai conceder, em 2015, R$ 3,5 milhões em abatimento no ICMS à empresa que apoiar financeiramente projetos esportivos na Bahia.
O orçamento anual da Sudesb é de R$ 21 milhões, considerado “insuficiente” por Elias Dorado para que a Superintendência dê seguimento a todos os seus projetos. Mas já está inclusa na Lei de Diretrizes Orçamentárias suplementação de mais R$ 29,5 milhões. Com estes recursos será possível, por exemplo, a continuidade do Bolsa Esporte, o Programa Estadual para Apoio à Prática do Esporte, criado pelo governo do Estado em 2009 “para apoiar e incentivar esportistas baianos”, e que chega a R$ 2 mil mensais na forma de “auxílio financeiro para o treinamento e a participação em competições regionais, nacionais e internacionais. As modalidades esportivas já aceitas são: futebol de cinco, boxe, canoagem, karatê, remo, taekwondo, vela, natação e bicicross”. Entre 2007 e 20114 foram concedidas pela Sudesb 534 bolsas a 321 atletas baianos.
DESAFIOS
Outro projeto mantido pela Sudesb é o das Escolinhas de Esporte, criado “para o estímulo à prática esportiva e a promoção de inclusão social pelo esporte” em Salvador e diversos municípios do interior. Nos últimos oito anos este projeto atendeu 106 mil pessoas, informou Dourado. A Superintendência vem investindo também na qualificação dos agentes de esporte e lazer de todo o Estado e também no período compreendido entre 2007 e 2014, 206 profissionais passaram por 250 horas de cursos de reciclagem.
Mantendo vivo um dos seus objetivos que é o da inclusão social por meio do esporte, a Sudesb vem trabalhando em parceria com a Polícia Militar no programa do Pacto Pela Vida e pretende lançar, em um trabalho conjunto com a Secretaria da Educação, a primeira versão das olimpíadas estudantis ainda neste ano. Quanto aos equipamentos, Elias Dourado informou que, em igual período dos últimos oito anos foram recuperados na Bahia 27 estádios de futebol, 15 ginásios de esportes, oito campos de futebol e duas pistas de atletismo. E construídas 142 quadras poliesportivas (mais 41 estão em construção ), três pistas de skate, uma pista de atletismo e seis piscinas semi olímpicas. Elias Dourado lista ainda os estádios de Pituaçu, a Arena Fonte Nova e o Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras como grandes equipamentos construídos pelo Governo em favor do esporte.
Nesta área da natação, Dourado garante que já no segundo semestre Salvador vai ter inaugurado o Centro Olímpico de Natação, um complexo com tudo “o que há de melhor e mais avançado no mundo, com padrão internacional”. Localizado na Av. Bonocô, o Centro está em fase de conclusão, com as piscinas já recebendo o revestimento. Outro ganho em termos de equipamento listado pelo diretor geral da Sudesb foi o Centro Panamericano de Judô, esporte que vem se destacando dentre os mais beneficiados com o FazAtleta. Dotado de ginásio, alojamentos e área administrativa, o Centro deverá servir à outras modalidades esportivas, adiantou Dorado, que obteve a conquista em entendimentos mantidos com a Confederação Brasileira de Judô.
Além destes programas, a Sudesb pretende manter as copas regionais de futebol, que acontecem no interior do Estado e já chegou a envolver 120 municípios, além da Copa 2 de Julho, da categoria sub 15, que se dá em nível nacional. Afora isso, a Bahia participará também dos jogos indígenas, que acontecerá em Palmas, no Tocantins, ainda neste ano. Para o diretor geral da Sudesb, o esporte na Bahia tem que enfrentar uma série de desafios, como conquistar maior participação do empresariado no apoio aos desportos. Mas “o cenário é otimista”.
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