A Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo vai elaborar uma agenda produtiva a ser debatida já no próximo semestre de forma a subsidiar o governo do Estado na elaboração das políticas públicas das áreas ligadas ao colegiado. Na semana que vem os parlamentares elegerão os principais temas que merecerão debates aprofundados na comissão. A interiorização da telefonia rural e a manutenção das rodovias estaduais são dois assuntos que deverão compor a agenda. Ontem, os deputados iniciaram a abordagem destes temas, ainda que em caráter superficial. A proposta do presidente do colegiado, Hildécio Meireles (PMDB), é que as discussões sejam aprofundadas e “despolitizadas”, de forma a garantir que os interesses da Bahia se sobreponham aos de cunho particular e/ou partidário.
A recuperação do Centro de Convenções, que pelo estado precário das suas instalações vem sendo apontado como um dos fatores que impactaram a queda na economia do Turismo, é outro assunto que deve compor a pauta dos debates da comissão no próximo semestre. O problema vem sendo levantado pelo deputado Alex Lima (PTN), que também defende a “ descontaminação” partidária no enfrentamento da questão, até porque, informa, a população não aguenta mais que os problemas sejam “reduzidos a governo X oposição”.
Um outro assunto que deve ocupar os deputados é a extinção do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba). O peemedebista Pedro Tavares levantou o assunto ontem, chamando a atenção para a situação das estradas baianas, segundo ele em estado crítico em várias regiões. Citou como exemplo a rodovia que liga Caem à Saúde e a Estrada do Feijão, carentes, na sua opinião, de consertos e manutenção urgentes. O parlamentar é um dos críticos da extinção do Departamento, argumentando que não havia alternativa pronta e capaz de assumir de imediato as funções do órgão extinto.
“Onde estão as 290 máquinas do Derba? O que faz a superintendência que o substituiu?”. É o que quer saber Tavares, para quem este assunto deve ser abordado no âmbito da comissão porque “quem toma o prejuízo é a Bahia. Quem sofre são os baianos” com as estradas do jeito em que se encontram. Colocar este assunto em pauta é também a opinião do deputado Luciano Ribeiro (DEM). Já para o petista Rosemberg Pinto, a questão não é a extinção do Departamento, “é se o Governo terá ou não dinheiro para a realização de obras”. O problema é financeiro, argumenta, lembrando que de todos os estados brasileiros que já decretaram redução nos investimentos, a Bahia “é um dos poucos que se encontra em situação de arcar com o custeio”.
O governo da Bahia tem que optar entre pagar os salários ou recuperar estradas, aponta Rosemberg Pinto. “Este é o dilema”. Mas o governador é “gestor” e está “ sensível” e atento às necessidades do Estado, acha Ângela Sousa (PSD), vice-presidente da comissão, que também acredita que todos – deputados e governo – estão no caminho certo: em busca de soluções para a Bahia.
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