Uma comitiva de ativistas GLBT, capitaneada pelo deputado estadual Bira Corôa (PT), foi recebida pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, no gabinete da presidência da Casa. No encontro, foi entregue ao presidente um projeto de resolução formulado pelo petista que prevê o uso do nome social do travesti ou transexual. “O nome de batismo não representa mais a pessoa e o projeto tem o objetivo de diminuir o constrangimento que ela tem quando apresenta o seu documento civil”, afirmou Bira Corôa.
A representante da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Kelly Simpson, reiterou que o nome de registro é muitas vezes um obstáculo para que o indivíduo LGBT seja tratado sem demonstrações de preconceito. “Com esse projeto pretendemos inibir a transfobia institucional. Nosso nome de batismo não representa mais o que somos”, afirmou Kelly, informando que a população de transexuais em Salvador está entre 1500 e 2 mil pessoas.
O presidente Marcelo Nilo afirmou que o projeto era polêmico devido as várias posições ideológicas dos deputados da Casa, mas prometeu que ele seria enviado para plenário para ser votado. “É uma decisão soberana dos deputados”, afirmou o presidente, destacando que o prazo para a votação deve ser de 60 dias.
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