Em busca de medidas que minimizem os impactos da desativação de trechos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga a Bahia à Minas Gerais, como propõe a resolução 4131 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) – que autoriza a desativação de todos os trechos baianos, o deputado Alex Lima (PTN) promoveu ontem audiência pública, na Assembleia Legislativa, com a presença do representante da FCA, José Osvaldo Cruz; do secretário de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti; Fernando Formiga, gerente de regulação de Rede Ferroviária da ANTT, Paulo Vila diretor executivo da Usuport Bahia, além de membros de entidades de classe vinculadas ao sistema de ferrovias.
Apesar do anúncio feito pelo governo federal sobre as novas concessões propostas no Programa de Investimento em Logística (PIL), que prevê R$ 198,4 bilhões em recursos para os próximos anos, no entanto o estado ainda espera por soluções para alguns trechos da malha. De acordo com levantamento feito pelo proponente da audiência, a primeira fase do programa anunciada em agosto de 2012, estava previsto um investimento de R$ 133 bilhões em ferrovias e rodovias, mas dos projetos ferroviários, nenhum saiu do papel.
Segundo Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura, o estado entende a postura do governo federal, mas revela que o gestor da Bahia não aceita a atual situação. “Em reuniões com o Ministério dos Transportes e representantes da ANTT, o governador Rui Costa deixou claro que a Bahia não pode perder trechos importantes de ferrovias”, ressalta Marcus. Ainda segundo ele, a desativação representaria um impacto significativo na economia do estado.
Dentro dessa perspectiva, o deputado Alex Lima também considera a interferência do desligamento desse trecho férreo como perda de logística para o Estado. “Desativar este eixo importante de ligação entre o Nordeste e Sudoeste do país é uma grande perda para a Bahia”, defende o deputado. Ele coloca que Bahia precisa de políticas de ampliação dos investimentos em infraestrutura, de ações efetivas para garantir o desenvolvimento e alavancar a economia do estado.
O representante da FCA, José Osvaldo Cruz, afirma que a ferrovia deve permanecer em pleno funcionamento até o termino do contrato de concessão que encerra em 2026. Osvaldo também revela, que “a empresa não irá interromper suas atividades e nem as ações de produção e segurança sem que o governo federal faça a implementação do que está previsto no PIL”.
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