Os bancos têm que ser chamados para ajudar a coibir os frequentes assaltos a agência bancárias e explosões de caixas eletrônicos que aterrorizam a população do interior da Bahia. A avaliação é dos integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa. Eles estudam inclusive a possibilidade de formular uma lei que obriguem os bancos a atuar na segurança do seu próprio patrimônio.
“Não existe paralelo no mundo dos lucros obtidos pelos bancos e nada mais natural que se cobre uma participação efetiva do setor na segurança de seus equipamentos”, acredita o presidente da comissão, deputado Marcelino Galo (PT), que pretende discutir o assunto com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). “A segurança não pode ser só responsabilidade da polícia. Precisamos elaborar uma legislação que também dê responsabilidade aos bancos”, reforçou ele.
Para o deputado Fábio Souto (DEM) não é razoável que municípios com quase nenhuma segurança, o policial deixe de patrulhar as ruas para cuidar do patrimônio dos bancos. “Quando o policial permanece num ponto, outro local fica desguarnecido”, afirmou. Ele lembrou ainda que, para reduzir custos, os bancos deixam de abrir agências para investir nos caixas de autoatendimento – alvo preferencial dos bandidos por serem mais fáceis de roubar.
Já o deputado Soldado Prisco (PSDB) denunciou que, em muitos municípios, policiais militares são usados para escoltar os carros-fortes que levam dinheiro para abastecer as agências e caixas eletrônicos. “Alguém está ganhando com isso, mas com certeza não é o soldado que foi desviado de suas funções”, afirmou o parlamentar tucano.
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