MÍDIA CENTER

Saúde debate construção da Rede de atendimento aos pacientes com AVC

Publicado em: 27/05/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

O deputado José de Arimateia destacou que o problema causa muitas mortes no Brasil
Foto: Neusa Menezes/Agência-Alba
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o segundo motivo de óbito no mundo. Atento a esses números, o deputado José de Arimateia (PRB), vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa, colocou em pauta, através de uma audiência pública, a discussão sobre a implantação, na Bahia, de uma rede especializada de atendimento ao paciente com AVC.

O Ministério da Saúde estima que, em 2015, o Acidente Vascular Cerebral fará mais de 100 mil vítimas fatais no país. Na Bahia, mais de 6 mil pessoas morrem acometidas pelo acidente vascular. Além do elevado índice de mortalidade, as vítimas não fatais, em grande maioria, ficam com graves sequelas, necessitando de uma assistência médica especifica para sua reabilitação. O projeto da Rede de AVC prevê justamente um melhor atendimento a esse paciente, possibilitando a ele uma estrutura de serviço adequada permitindo o acesso a todas as etapas do processo de reabilitação, que incluem o acompanhamento clínico, fisioterápico, neurológico, nutricional dentre outras especialidades cabíveis.  

A médica neurologista Sheila Martins, consultora técnica do Mistério da Saúde, que tem participado ativamente da implantação dessa Rede, revela a importância deste tipo de atendimento aos pacientes com sequelas de AVC, uma vez que o número de diagnósticos e atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde reflete a necessidade do serviço ao acesso do grande público. “Mais de 80% dos casos de AVC são atendidos pela rede pública e disponibilizar esse tratamento se traduz em uma significativa redução de custo em outras áreas, pois com um centro especializado de atendimento o paciente reabilitado pode retomar suas atividades. Outro ponto importante é a redução do índice de mortalidade, já que o atendimento é mais ágil”, finaliza a neurologista.  

Para Ivan Paiva, coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de Salvador, um dos principais fatores na redução de óbito em pacientes acometidos por um AVC é o diagnostico preciso. De acordo com o médico, após os primeiros sintomas o atendimento deve ocorrer em no máximo quatro horas. Ele também coloca que a existência de um centro especializado é fundamental na diminuição das mortes e nos efeitos causados pelo Acidente Vascular, pois quanto mais rápido o paciente receber atendimento menores são os impactos do AVC.

Chamando a atenção para os cuidados de prevenção do Acidente Vascular, Pedro Antônio Pereira, neurologista e coordenador da unidade de AVC do Hospital Roberto Santos, aponta que os principais fatores de risco são: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, colesterol alto, obesidade, vida sedentária e o alcoolismo. De acordo com o neurologista, a doença apresenta alguns sintomas característicos que as pessoas precisam ficar atentas. “Ao perceber que a boca está ficando torta, fraqueza em um dos lados do corpo e dificuldade para falar, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima”, diz Pedro. Assim como Ivan, Pedro alerta para a rapidez no atendimento, que interfere na gravidade dos efeitos do AVC.    

O vice-presidente da comissão, deputado José de Arimateia, relatou a importância da proposição para o conhecimento público, já que se trata de uma doença que vitima um significativo número de brasileiros e baianos. “O tema foi proposto porque o AVC é apontado pelo Ministério da Saúde como uma das principais causas de morte no país, e também para provocar o debate sobre a importância da construção da Rede Acidente Vascular Cerebral no Estado. Preocupado com os dados do Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde, sugeri ao colegiado a realização desta audiência”, explicou Arimateia, ressaltando a relevância dos pacientes terem uma assistência direcionada no Sistema Único de Saúde (SUS).   



Compartilhar: