O deputado Alan Castro (PTN) defendeu, em indicação encaminhada ao governador Rui Costa, a implantação na Bahia de um programa de incentivo à produção e comercialização de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos. No pedido, o parlamentar lembrou que os alimentos orgânicos são aqueles que utilizam, em seus processos de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e priorizam a qualidade do alimento.
“Não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano a saúde dos consumidores”, enfatizou Castro no documento apresentado na Assembleia Legislativa. Segundo ele, na agricultura são utilizados apenas sistemas naturais para combater pragas e fertilizar o solo. “Embora apresentem praticamente as mesmas propriedades nutricionais dos alimentos inorgânicos, os orgânicos apresentam a vantagem de seres mais saudáveis, graças à ausência de agrotóxicos”.
DOENÇAS
Na produção de carnes e ovos, acrescentou ele na indicação, os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes, produtos que podem provocar doenças nos seres humanos, quando consumidos por muito tempo. “Logo, as carnes e ovos orgânicos são muito mais saudáveis”. Ele lembrou ainda que, durante o processamento dos alimentos orgânicos, é proibido o uso das radiações ionizantes (que produzem substâncias cancerígenas) e aditivos químicos sintéticos como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros.
A única desvantagem dos alimentos orgânicos, admitiu o deputado, é que são mais caros que os convencionais, pois são produzidos em menor escala e os custos de produção são maiores, o que dificulta o seu consumo, principalmente pelas classes sociais de menor poder aquisitivo. “Assim, considerando a relação custo/benefício, diante das vantagens de preservação do meio ambiente e para a saúde pública, indico a implantação de um programa de incentivo à produção e comercialização de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, iniciativa que virá, sem qualquer dúvida, melhorar a qualidade de vida da população baiana”, concluiu.
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