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Aniversário da Unilab é celebrado em audiência pública na AL

Publicado em: 22/05/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Solenidade foi comandada pelo deputado Bira Corôa, presidente da Comissão de Promoção da Igualdade
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Antecipando as comemorações sobre o Dia da África, a Comissão de Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT), promoveu ontem audiência pública em comemoração ao primeiro aniversário de atividades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), com a inauguração do campus Malês, na cidade de São Francisco do Conde, recôncavo baiano.
A audiência trouxe como tema base os desafios e perspectivas para construção curricular e de integração África, diáspora e países de língua   oficial portuguesa.

O reitor da universidade, Tomaz Aroldo, considerou a audiência como uma forma de divulgação da existência da instituição na Bahia, das suas atuações e propostas, e da interação dos alunos. Além disso, ele destacou o fortalecimento dos ideias da Unilab, que é “o fortalecimento das relações entre o Brasil e a África”. O reitor também enfatizou que, para além do intercambio do conhecimento acadêmico, a universidade poderá ser vista como um centro de estudos e pesquisa, funcionando como um estímulo para que a sociedade busque o conhecimento sobre a sua ancestralidade e possibilitem gradativamente ações que superem o racismo. 

O aluno da Unilab e presidente da Associação Amigos da África, Beto Infande, conta que a audiência se traduz em um momento de tornar público o que realmente é a instituição, o que ela proporciona para os alunos que vêm dos países parceiros.

De acordo com Beto, mostrar para o público que o Brasil mantém uma relação forte com os países africanos, principalmente aqueles com os quais está ligado tanto pela ancestralidade quanto pela língua, é um ponto bastante significativo.

Ele também coloca que na universidade existe uma troca de conhecimento interessante, pois “já existe uma vontade de implantar o ensino do crioulo, que é uma língua, também com base no português, falada pelos países parceiros da Unilab”.

Kabengele Munanga, membro da diretoria da universidade, saliente e valoriza a importância das relações entre o Brasil e a África e diz que a instituição desempenha com méritos este laço, mas acredita que eles podem ser ainda mais estreitos.  Aniversário da Unilab é celebrado em audiência pública na AL “A ponte Brasil-Africa existe, mas precisa ser mais frequentada, pois inúmeros são os nossos pontos em comum”, aponta Munanga.

Para Vera Lúcia, secretária da Sepromi, a audiência é um momento simbólico, pois abre espeço para debater as questões raciais, bem como a promoção de políticas públicas. Segundo ela, atos como esse, são momentos impares que nos permitem traduzir nossas práticas e discussões em ações e politicas de promoção ao intercâmbio de conhecimento e de combate ao racismo.

A responsável pela comunicação da Unilab, Suzana Andrade, parabeniza o deputado pela iniciativa que vem com a possibilidade de tornar público os projetos que estão em andamento e os que serão iniciados a partir de 2016. “Atualmente nós temos apenas dois cursos, Bacharelado em Humanidades – BHU e Letras – Língua Portuguesa. Para o próximo ano, teremos o curso de medicina e até 2019 serão mais 10 cursos de graduação”, acrescenta Suzana.

O proponente da audiência, o deputado Bira Corôa (PT), diz que para além da sua função educacional, a Unilab fortalece as relações África – Brasil. Bira também coloca que esse é o momento de externar a importância da instituição, uma vez que a universidade é fruto de um trabalho de alinhamento e integração com o continente africano, principalmente com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Na oportunidade, foi assinado um termo de Cooperação Técnica e Compromisso entre a secretaria de Promoção da Igualdade Racial, a Fundação Pedro Calmon e a Unilab. O termo prevê o estabelecimento de compreensão mútua, com o objetivo de contribuir para a redução dos elevados níveis de desigualdades raciais na sociedade, através do desenvolvimento de ações voltadas para a formação antirracista.

UNILAB

Tendo parceria, principalmente, com países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a universidade foi criada pela Lei nº 12.289, de 20 de julho de 2010, e instalada em 25 de maio de 2011. A Unilab tem como objetivo ministrar ensino superior, desenvolver pesquisas nas diversas áreas de conhecimento e promover a extensão universitária, tendo como missão institucional específi ca formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países membros da CPLP, bem como promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional.

MESA

O deputado Bira Corôa (PT), proponente da audiência, convidou para compor a mesa o reitor da Unilab, Tomaz Aroldo Mota; o professor doutor Kabengele Munanga, da diretoria do campus Malê Unilab/ BA; Ludmylla Mendes Lima, diretora do campus Malê e ex-ministra da Igualdade Racial; Vera Lúcia Barbosa, secretária de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); do prefeito de São Francisco do Conde, Evandro Almeida, além do estudante da Unilab e presidente da Associação Amigos da África, o guineense Beto Infande.


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