MÍDIA CENTER

Sessão celebra aniversário da Força Expedicionária Brasileira

Publicado em: 19/05/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Luciano Simões Filhos elogiou a importância para o Brasil da bravura dos expedicionários
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O aniversário da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi comemorado ontem em uma sessão especial, na Assembleia Legislativa, proposta pelo deputado Luciano Simões Filho (PMDB). O evento contou com a presença de representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica, Policia Militar, políticos e principalmente de ex-combatentes e familiares, além de viúvas e filhos daqueles que já faleceram.

A homenagem, que foi sugerida ao proponente pelo ex-deputado Colbert Martins, emocionou a todos os presentes pelos depoimentos sobre a bravura e o heroísmo daqueles que defenderam o nome do Brasil na Segunda Guerra Mundial conquistando vitória importantes nas batalhas no território italiano, fundamentais para triunfo dos aliados contra as forças da Alemanha e da própria Itália.

O aniversário da FEB foi comemorado oficialmente no último dia 8 de maio no considerado “Dia da Vitória”,  pois a Força Expedicionária Brasileira foi criada em 1943 tendo como corporações o Exército, Marinha e a Força Aérea do Brasil com subordinação às Forças Armadas do país. Foi extinta em 1945 e teve um efetivo de 27.500 membros.

As homenagens foram iniciadas pelo deputado Luciano Simões Filho com uma amplo relato sobre a FEB, destacando sua importância, até hoje, reconhecida pelos italianos que fazem questão de continuar destacando o heroísmo dos brasileiros, pois não concordavam com a aliança da Itália com a Alemanha.
“É com muita honra que venho me pronunciar nesta sessão solene em homenagem aos ex-combatentes”, disse o parlamentar, que fez um relato minucioso da importância para o Brasil da bravura dos expedicionários. Ao final ainda destacou que “foram as demonstrações de bravuras e coragem de nossos soldados, a dedicação que tiveram em defender a pátria, levantando-se contra a tirania e a opressão, que nos levam a lembrar seus feitos. É obrigação nossa, como brasileiros, reverenciar esses homens que perderam e arriscaram a própria vida para preservar nossa liberdade. A eles, o nosso eterno e imorredouro agradecimento”, concluiu o proponente da homenagem à FEB.
A sessão foi aberta com a execução do Hino  Nacional e durante a mesma todos assistiram em DVD um documentário sobre lances da atuação dos soldados brasileiros nas batalhas vitoriosas em território Italiano. No final, a Banda de Música do Exército executou a Canção do Expedicionário Brasileiro também bastante aplaudido.

MESA

 O deputado Sandro Régis (DEM) presidiu a sessão e a Mesa foi composta pelo proponente, deputado Luciano Simões Filho (PMDB), pelo assessor especial Carlos Fraguas, representante do vice-governador João Leão, Comandante da 6ª Região Militar, general de Divisão Artur Costa Moura, capitão de corveta Fernando Souza de Barros Barreto, representante do Comandante do 2º Distrito Naval Luiz Henrique Caroli, pelo Comandante da Base Aérea de Salvador tenente-coronel Aviador Marcello Lobão, Comandante do Policiamento Regional Central coronel Sturaro representante do Comandante Geral da Polícia Militar coronel Anselmo Brandão, superintendente da Agência Brasileira de Inteligência Márcio Seltz, pelo veterano da FEB Manuel Alves de Oliveira, pelo presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, Luiz Celso de Oliveira- Cel R1 e pelo presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia Eduardo Morais de Castro.

HISTÓRICO

A Força Expedicionária Brasileira conhecida pela sigla FEB foi a força militar brasileira de 25.334 homens que foi responsável pela participação brasileira ao lado dos aliados na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída principalmente por uma divisão de infantaria, historicamente é considerada o conjunto de todas as forças militares brasileiras que participaram daquela campanha. Adotou  o lema “ a cobra está fumando” em alusão ao que dizia à época que “Mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil participar da guerra na Europa”.

Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do presidente  Getúlio Vargas de não se definir por nenhum das grandes potências, somente tentando se aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal “pragmatismo” foi interrompido no início de 1942, quando os Estados Unidos convenceram o governo brasileiro a ceder a Ilha de Fernando Noronha e a costa nordestina brasileira para recebimento de suas bases militares.

A partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira numa ofensiva que visava isolar o Reino Unido, impedindo-o de receber os suprimentos exportados do continente americano.

A  FEB entrou em combate em meados de setembro de 1944 no vale do rio Swerchio ao norte da cidade de Lucca. A composição da FEB se dava em três regimentos de Infantaria, nove Companhias de Fuzileiros, um Regimento de Artilharia transportada por  caminhões, um Batalhão de Engenharia Militar e outro de Saúde, mais unidades de apoiio de Cavalaria das quais se destacou o Esquadrão de Reconhecimento. Entre as grandes vitórias estão as tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano, além Belvedere, Della Torraccia, Monte Castelo e à Castelnuovo di Vergato e outras batalhas vitoriosas.





Compartilhar: