A comunidade intelectual baiana está de luto com o falecimento, no último dia 14 de maio, da professora e historiadora Consuelo Pondé de Sena, presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, após cerca de 20 dias internada no Hospital Português, para tratamento de complicações decorrentes de uma pneumonia. A morte da ilustre baiana causou consternação também na Assembleia Legislativa da Bahia, evidenciada pelas moções de pesar apresentadas pelos deputados estaduais Euclides Fernandes (PDT), Fabíola Mansur (PSB) e Zé Raimundo (PT).
Nascida em Salvador, no dia 19 de janeiro de 1934, a professora Consuelo Pondé de Sena foi diplomada em Geografia e História, além de mestra em Ciências Sociais. Várias gerações do jornalismo baiano formados na Ufba foram alunas delao. Além de professora do curso de Jornalismo, Consuelo foi diretora do Centro de Estudos Baianos da Ufba, chefe do Departamento de Antropologia e Etnologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade. No IHGB estava exercendo o seu quinto mandato, juntamente com a diretoria da Associação Bahiana de Imprensa, conselheira da Associação Comercial da Bahia e diretora da Casa de Ruy Barbosa.
Segundo Euclides Fernandes uma das principais características da professora Consuelo Pondé de Sena era a simplicidade. “Expansiva e bastante simpática tinha como hobby criar e colecionar amigos”, afirmou Fernandes. O deputado disse que seu inesperado falecimento deixa incompletos dois trabalhos a que estava se dedicando ultimamente: atualizar e ampliar os dados da sua dissertação “Introdução do Estudo de Uma Comunidade do Agreste Baiano – Itapicuru” e concluir o livro cujo título já estava definido: “Consuelo – a Derradeira Musa de Castro Alves e outros Estudos”.
“A morte da professora Consuelo Pondé de Sena é uma perda irreparável para a cultura da Bahia”, afirmou a deputada Fabíola Mansur, ressaltando que a intelectual era a guardiã dos símbolos históricos da Bahia. “Que Deus ilumine o seu espírito que tantas luzes legou a todos que tiveram a honra de conhecê-la, de estudar em seus livros, centenas de alunos e admiradores neste país”, ressaltou Fabíola.
Já o deputado Zé Raimundo lembrou alguns dos trabalhos realizados pela pesquisadora na área da antropologia e cultura, tais como: Portugueses e africanos em Inhambupe, 1750” (1977); Introdução ao estudo de uma comunidade do agreste baiano: Itapicuru (1979); A imprensa revolucionária na Independência (1983); Os Dantas de Itapicuru (1987); as crônicas Cortes no Tempo (1997) e A Hidranja Azul e o Cravo Vermelho (2003). “Além disso, orientou trabalhos acadêmicos e foi colunista de periódicos sempre tratando de temas relevantes da nossa história e formação cultural. Como ex-aluno, colega de profissão e admirador, lamentamos essa grande perda para o cultura e letras da Bahia”, completou o deputado.
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