Durante a reunião de ontem da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Marcelino Galo (PT), um grupo de peritos criminais, aprovados no concurso público do estado, reivindicaram apoio dos deputados para que tenham um curso de formação único que os prepare para atuar no serviço público e servir à sociedade. O último concurso realizado no estado, de acordo com os 11 peritos presentes na plenária, foi em 2005. Ainda de acordo com eles, 119 aprovados aguardam convocação, sendo que desses apenas 40 foram chamados inicialmente para o curso de formação. Um documento foi entregue ao deputado Marcelino Galo, que se comprometeu em levar a reivindicação dos trabalhadores aos secretários de Segurança Pública e de Administração da Bahia. A participação dos peritos na reunião foi aprovada pelos integrantes da comissão.
“Vamos apresentar a solicitação que nos foi entregue pelos peritos hoje aos secretários Maurício Barbosa e Edelvino da Silva Góes Filho. Não há dúvidas de que o curso de formação é fundamental para que os servidores estejam habilitados a exercer a função e servir a sociedade. Há empenho do Estado nisso”, afirmou Galo. “É uma luta muito grande que temos empreendido pela segurança em nosso estado. O curso é muito importante para que, quando forem chamados, esses peritos estejam aptos a entrar e servir a sociedade”, endossou a deputada Ângela Sousa. A Bahia conta atualmente com 212 peritos vinculados ao Departamento de Polícia Técnica. Os 119 aprovados no concurso público deverão atuar no interior do estado. Além disso, o colegiado também aprovou a realização de uma audiência pública em Cruz das Almas para discutir os problemas envolvendo a segurança pública no município. A proposta foi apresentada pelo deputado Pedro Tavares (PMDB). Ele informou que a escalada da violência no município tem preocupado a população e os empresários da cidade. "Fui procurado por três vereadores na sessão itinerante em Santo Antônio de Jesus, que também me relataram a situação", reforçou o parlamentar. A data da audiência pública, no entanto, ainda será definida em acordo com o cronograma estabelecido pelo planejamento da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública e em conjunto com a assessoria do colegiado e dos deputados membros da bancada. Outra pauta tratada pelos deputados foi a visita a escola de formação do 5º Batalhão da Polícia Militar em Euclides da Cunha. O objetivo, segundo o deputado Soldado Prisco (PSDB), é verificar in loco as condições de formação dos soldados da polícia militar, “que é muito degradante”. “É preciso descobrir a causa, para depois não cobrarmos só as consequências”, alertou o parlamentar, em alusão às críticas a operações policiais que resultaram em mortes na capital em 2015. Um requerimento ficou de ser apresentado ao Comando Geral da Polícia Militar oficializando a visita da comissão ao local.
Ainda durante a reunião, o deputado Marcelino Galo destacou a importância da audiência pública realizada na última segunda feira, dia 1, na Assembleia Legislativa pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados sobre o genocídio dos jovens negros no Brasil. O petista informou que sugeriu ao presidente da CPI, deputado federal Reginaldo Lopes, a criação de uma subcomissão para auxiliar os deputados federais da Bahia nas investigações sobre as causas e consequências da violência contra a juventude. Os trabalhos teriam a interlocução das Comissões de Direitos Humanos e Segurança Pública e da Especial da Promoção da Igualdade, presididas, respectivamente, pelos deputados Marcelino Galo e Bira Corôa. Elas auxiliariam os deputados federais do estado João Carlos Bacelar, Davidson Magalhães e Bebeto Galvão que integram a CPI que investiga a violência contra jovens negros e pobres no país. Na passagem pela Bahia, Lopes ficou interessado pelo trabalho desenvolvido pela Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública e solicitou informações sobre as audiências realizadas pelo colegiado nesses três meses de trabalho.
REDES SOCIAIS