O deputado Manassés (PSB) considera a cultura um componente precioso da cidadania e dentro do arco de atividades culturais tem especial apreço pela literatura, daí a moção de congratulação que apresentou à Secretaria Geral da Mesa parabenizando a União Baiana de Escritores e à Editora Òmnira pelo projeto que executam. Trata-se de iniciativa que apoia a publicação de inéditos revelando novos talentos das letras em nosso idioma.
O projeto “Língua, Letras & Livros” conta com seu apoio integral no bojo de um intercâmbio literário entre Brasil e África, coordenado pelo jornalista e editor Roberto Leal, responsável também por selecionar esses escritores, que na sua maioria devem ser membros do intercâmbio desenvolvido. As publicações terão reduzido número de páginas (máximo de (60) e tiragens pequenas, pois pretende dar visibilidade ao trabalho de abertura e admissão ao mercado literário a esses escritores.
ÁFRICA
O projeto se estenderá além das fronteiras nacionais, chegando também a Angola, Moçambique e Guiné Bissau, países que inicialmente devem ser visitados pelo projeto. Os autores, explica o deputado Manassés, serão selecionados através do intercâmbio e receberão uma cota de 100 exemplares a título de direitos – sendo vedada a participação de cada autor agraciado nas versões subsequentes do projeto.
O deputado do PSB acrescenta que o projeto “Línguas, Letras & Livros” publicará quatro livros por ano, mas pode ser ampliado, e entre as obras selecionadas uma terá de ser de autor baiano por semestre, sendo garantida a assessoria de imprensa na divulgação dos trabalhos nos países participantes quando do lançamento. O primeiro publicado foi o livro “Costurando Pétalas” do poeta das flores, o baiano Wagner Américo, que ainda está inédito em livro, as vésperas dos seus 90 anos de idade. A continuidade será na África, no segundo semestre, com o livro “Com Sal & Mel” da jovem escritora angolana Tchissolany Leal, membro do Movimento Berço Literário, onde é poetisa e declamadora.
Diante importância para a cultura brasileira desse projeto, o deputado Manassés acredita que as entidades envolvidas e seus apoiadores buscarão patrocinadores anônimos para ampliá-la. “Levando em consideração ser Salvador a cidade mais negra fora da África e ser a Bahia o berço da cultura brasileira desde o primórdio de seu descobrimento, com suas constantes manifestações culturais africanas, só posso apoiar essa iniciativa e parabenizar seus integrantes”, concluiu.
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