Na abertura das comemorações do centenário de nascimento do artista plástico Hansen Bahia, a Assembleia Legislativa em regime de coedição com a Fundação Hansen, lançou um catálogo com a reprodução de mais de uma centena obras desse alemão icônico que adotou a Bahia até no nome. Uma sessão solene da Câmara Municipal de Cachoeira, seguida do lançamento do livro na fazenda Santa Bárbara, em São Félix, sexta-feira passada, inauguraram a extensa programação que só terminará em abril de 2016.
Participaram das solenidades conselheiros da Fundação Hansen, seus dirigentes Elias Gomes e Jomar Lima Conceição, o prefeito de Cachoeira, Carlos Pereira, os presidentes das câmaras das duas cidades, Melissa Reina (São Félix) e Wendel Chaves da Silva (Cachoeira) que dirigiu os trabalhos. O assessor para assuntos de Cultura, Délio Pinheiro, representou o presidente da Assembleia Legislativa. Já o governador Rui Costa foi representado pelo secretário de Cultura, Jorge Portugal. Presente ainda um sobrinho de Hansen, Reiner e sua esposa Juta.
Em todos os pronunciamentos o reconhecimento do trabalho inovador, libertário e universal de Karl Hansen, bem como o seu amor à gravura e a arte e o papel de catalisador que desempenhou nas duas cidades ainda hoje centros importantes para a interiorização da cultura e para preservação da arte da gravura. Em sua fala, o professor Délio Pinheiro tratou também do programa editorial executado no Legislativo sob a batuta do deputado Marcelo Nilo, que já colocou no mercado mais de 150 obras – um total superior a 200 mil exemplares. Programa esse que supre lacuna do mercado editorial comercial e até de outras iniciativas públicas.
Na ocasião o secretário Jorge Portugal abordou a sua aproximação com o presidente da Assembleia que remonta aos anos 70, pois chegaram a Salvador vindo de Santo Amaro e Antas, num dia 13 de março, dividindo o mesmo quarto num pensionato. Portugal prometeu trabalhar para realizar o sonho de Hansen (revelado pelos dirigentes da Fundação) de montar um museu escola na sede da instituição.
O HOMEM
Karl Heinz Hansen foi marinheiro, escultor, pintor e cineasta alemão, nascido em Hamburgo, em 1915. Após a Segunda Guerra Mundial correu o mundo e chegou ao Brasil em 1950 e após breve ausência retornou para não mais voltar. Pintor, ilustrador, escultor e gravador, dedicou-se à gravura, criando uma escola. Foi professor da escola de Belas Artes da Ufba e também em São Félix, onde foi morar na fazenda Santa Bárbara em 1970. Ali trabalhou até a morte, oito anos depois. Ele deixou acervo e o direito sobre suas obras para a Fundação Hansen, bem como a fazenda, mobiliário, equipamentos e ferramentas. Ilse morreu em 1983.
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